Resenha HQ | Pílulas Azuis

Capa da HQ Pílulas Azuis

Frederik Peeters é um quadrinista suíço de sucesso, bem eclético e sempre premiado pelo que faz. Na sua estreia, com a HQ Pílulas Azuis, ganhou o Angoulême, prêmio mais importante de quadrinhos na França. Depois ganhou o prêmio Eisner, na categoria de melhor série, com a ficção científica Aâma.

Em Pílulas Azuis, uma história autobiográfica, Freederik Peeters conta como conheceu Cati, atualmente sua esposa, e seu filho, ambos portadores do vírus HIV. É uma HQ importante, principalmente pelo tema abordado. Ele fala de forma muito direta, da convivência ao sexo, sobre tudo o que envolve se relacionar com alguém quando o vírus está presente. Dá uma aula sobre um assunto que ainda é tão rodeado por dúvidas e tabus.

Claro que tem seus momentos de angústia, insegurança e dúvidas, mas não foca no drama, não narra uma tragédia. Muito pelo contrário, até mesmo nesses momentos, é incrível a forma leve e descontraída com que ele vai nos levando e contando como tudo aconteceu. Assim como fala o tempo inteiro sobre o amor sem cair no clichê da comédia romântica.

Mostra a rotina de um relacionamento como outro qualquer, as engrenagens íntimas do seu funcionamento, com suas limitações e dificuldades, e no caso deles, como conviver com a doença sem esperar diariamente uma tragédia. É uma HQ bem humorada, muito sensível, faz com que você se apegue e passe a torcer muito pelos dois e dá lições para os nossos próprios relacionamentos. É uma bela HQ sobre o amor e a empatia com o outro.

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