Plantas não apenas são inteligentes, como tem sentimentos. E aí, vegetarianos?

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Um livro chamado Verde Brilhante (Brilliant Green, em tradução livre) sugere que as plantas não apenas são inteligentes, como tem sentimentos. E vai além: demanda que as plantas, assim como os animais, tenham seus direitos respeitados. Stefano Mancuso é um neurobiólogo de plantas. Eu sei, você deve ter dado tela azul após ler isso. Junto com a jornalista Alessandra Viola, escreveu o livro e de forma convincente e fascinante, fala sobre os sentimentos, a inteligência, e por que não, os direitos das plantas. Pare de mastigar sua salada agora mesmo, você pode estar cometendo assassinato.

Durante muito tempo se acreditou que os animais eram apenas bichos movidos pelo instinto, mas diversos estudos mostraram que baleias, golfinhos, primatas, pássaros, abelhas, peixes e muitos outros animais tem diversas capacidades cognitivas, sendo aptos a contar, diferenciar cores e sons, reconhecer rostos, entre outras coisas “de humanos”. Mas se eles tem algo em comum, é: eles tem cérebro, por isso teriam essa capacidade. Mas e as plantas com isso?

Stefano Mancuso, que é diretor do Laboratório Internacional de Inteligência Botânica, em Florença, diz que falar de inteligência associando apenas ao cérebro é uma simplificação muito rasa. Um cérebro sem um corpo produz tanta inteligência quanto uma noz. Por mais doido que isso possa parecer, ele tem uma ilustre companhia: Charles Darwin. O próprio Darwin já havia afirmado que plantas podem realizar ações baseada em sensações. Além disso, Darwin disse que a radícula, parte das sementes que origina a raiz, age como o cérebro de animais primitivos.

Olhe bem pra esse rosto quando for comer sua salada.
Olhe bem pra esse rosto quando for comer sua salada.

Assim como os animais, as plantas precisam resolver uma série de problemas para garantir sua sobrevivência. Segundo o autor do estudo, inteligência é exatamente isso: capacidade de resolver problemas. E as plantas são experts nisso. Para ler mais sobre o estudo de Stefano Mancuso (em inglês), clique aqui.

E aí, vegetarianos: parece que o jogo virou, não é mesmo?

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