O que esperar do Apple Music e o que vai acontecer com a concorrência

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No último WWDC, a Apple mostrou uma série de novidades em seus softwares e produtos, mas a atenção especial foi dada ao Apple Music, um serviço de Streaming de músicas. O anúncio é mais importante do que parece a primeira vista.

Mais de 10 anos atrás, a Apple revolucionou a forma de consumir música com o iTunes e o iPod. Mas as coisas mudam rápido e comprar música já é um modelo de negócios defasado. Duvida? Pois de 2013 para 2014, os números de vendas de músicas no iTunes caíram 13%. O de CDs (que são os novos vinis) caíram 15%. Em paralelo a isso, o número de usuários de streaming de música cresceu 54%.

Vários serviços perceberam isso há algum tempo, como o Rdio, Spotify e Deezer. Mas nenhum deles ainda conseguiu fechar a conta. O Spotify, que recentemente comemorou 75 milhões de usuários, teve prejuízo de quase 200 milhões de dólares em 2014. Isso é uma perda 3x maior que a do ano anterior. Ou seja, o serviço cresce, mas o prejuízo cresce junto.

É fato que o modelo de negócio atual é o que irá vencer. Não faz mais sentido armazenar toneladas de dados em dispositivos móveis. A nuvem mudou completamente a forma como lidamos com arquivos ou informações. Porém, vai levar um tempo até que a conta feche. E aí entra a Apple.

Faz tempo que a empresa vinha pressionando para que modelos gratuitos de distribuição de música acabassem. Uma vítima disso foi o Grooveshark. Parte do prejuízo do Spotify pode ser explicado por isso. Menos de 1/4 dos seus usuários é assinante premium, pagando mensalidade. Começar oferecendo um serviço gratuito e de qualidade serviu para atrair muita gente, mas não foi capaz de reter esses usuários como pagantes.

No Apple Music, apenas usuários de gadgets Apple poderão degustar o serviço por três meses. Além disso, o serviço estará de cara presente em 100 países. A base instalada do iOS é de mais de 1 bilhão de devices. É mais do que justo pensar que pelo menos metade disso ainda esteja funcionando, o que dá 500 milhões de potenciais clientes.

O grande X da questão não é apenas os recursos que o Apple Music oferece, como interação com artistas, curadoria ou rádios 24/7. Além do gigantesco acervo (só eles tem os Beatles, por exemplo, que nunca concordaram em fornecer músicas para Streaming, apenas venda), preço competitivo (menor que o do Spotify) e multiplataforma (sim, o Apple Music estará disponível para Android e Windows), para quem usa iOS será algo NATIVO. A tendência é que a adoção seja enorme quando o serviço for lançado, no fim de junho.

Para uma empesa que possui estimados 500 bilhões de dólares em caixa, 200 milhões de prejuízo é troco de pinga. Ou seja, a Apple tem muito mais bala na agulha para brigar por esse mercado. Se os concorrentes não encontrarem uma forma de obter lucro rápido, terão grandes problemas em sobreviver.

Qual serviço você usa atualmente? Paga por ele ou só possui a versão gratuita? Pretende mudar para o Apple Music? Comente!

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