Windows 7: baixa exigência, alto alcance

Cloud Computing, Microsoft, Google, Linux, Chrome OS, Windows 7, Ubuntu, Whiskas, sachê. Incontáveis vezes já li sobre software livre, sobre a Microsoft e como ela seria derrotada pela Google, sobre como a gigante dos buscadores iria destronar titio Bill, sobre o ano do Linux e no final das contas fica tudo na mesma.

Já vi também diveras análises sobre o Chrome OS, um sistema operacional supostamente para netbooks baseado em Linux que viria para trazer a Google para o mercado de SOs para Desktops, amplamente dominado pela Microsoft, mas que já começa a ser ameaçado pelos quase [ironia] 1% [/ironia] de marketshare do Linux.

O fato é que com licenças OEM super baratas para fabricantes de netbooks e com o Windows 7 pronto para sair do forno a Microsoft tem tudo para continuar dominando o mercado de SOs para desktops por um bom tempo. E vou mostrar apenas dois motivos.

O primeiro é o da imagem abaixo. Trata-se de um netbook Asus, rodando Windows 7. Muitos netbooks já vem com 2Gb de memória Ram, mas todos os modelos disponíveis no mercado brasileiro possuem o mesmo processador, Intel Atom de 1.6ghz (a maioria ao menos). Com o objetivo de economizar energia (para maior durabilidade da bateria) em detrimento da performance, esse processador tem um desempenho bem abaixo do encontrado na maioria dos processadores dual core encontrados nos notebooks comuns. A imagem abaixo é do netbook de Carlos Cardoso, editor do Meio Bit que disse a seguinte frase: ‘Aero rodando no Netbook.Não é algo que imaginava ver.’

netbookcardoso

Essa foi a declaração de um cara que respira tecnologia, vive dela e escreve sobre há quase duas décadas. Se um cara com tanto conhecimento de causa surpreendeu-se com o desempenho do Windows 7 nos primeiros momentos rodando-o em seu netbook, imagine a surpresa que isso irá causar em pessoas menos entendidas e/ou xiitas de qualquer gênero.

O outro motivo é esse vídeo abaixo, de uma instalação e operação do Windows 7 num notebook de baixo desempenho, com processador Celeron de 1.3ghz e menos de 512mb de ram (possivelmente alguma parte compartilhada para o vídeo).

Óbvio que a usabilidade do Windows 7 numa máquina tão lenta estará longe de ser o ideal, mas saber que o sistema já está redondo o suficiente para ser ‘usável’ até mesmo numa máquina tão lenta no mínimo faz desenvolvedores de Linux e a própria Google com seu Chrome OS coçarem a cabeça. Não haverá aquela loucura para fazer upgrades no hardware como houve na época do lançamento do Windows Vista.

Já pensaram no que uma versão customizada para netbooks do Windows 7 poderá fazer? Se eu fosse um gigante de software estaria coçando minha cabeça nesse momento.

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