Viagens dimensionais e cientistas loucos – Fringe com todo gás!
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A quarta temporada de Fringe retoma o fôlego contando um pouco mais do mesmo… sendo tudo diferente!
O texto a seguir contém possíveis spoilers
J.J. Abrams, criador do seriado Lost, que virou Cult de uma década, mas que também gerou muita polêmica e críticas sobre a sobre a qualidade da história, parece ter acertado o tom da narrativa em Fringe, desde o início. O desenvolvimento dos mistérios foi feito de maneira mais amarrada e, mais importante, esses mistérios eram revelados à medida que eram introduzidos (mesmo que apontassem sempre para uma trama mais importante e complexa, com outros mistérios envolvidos). Durante as três temporadas, vimos as misteriosas ações da Massive Dynamic, crimes envolvendo tecnologias mirabolantes que desafiavam as leis da física, a presença de uns carecas cheios de chinfra que ficam só de butuca e acompanhamos o desvendar da origem de Peter e da guerra entre os universos (e no caso dos marmanjos, tivemos um bocado de inveja de Peter, um dos protagonistas da série, por ter dado uma variada com a mesma Olívia diferente, duas vezes! Aliás, esse tipo de paradoxo parece ser uma constante em Fringe).
Na terceira temporada, com uma mitologia bem desenvolvida e muitos dos mistérios suficientemente desvendados (não é interessante aqui desenvolver muito sobre isso, porque além de fazer o texto maçante iria entregar demais da história para quem não viu a série até agora, o parágrafo anterior talvez já entregue mais do que devia), ainda nos detivemos diante do mistério das Primeiras Pessoas e da “máquina-ralo” (nomezinho escroto, mas é a tradução de como a própria série chamou o dispositivo, fazendo, aliás, uma alusão a elementos de Lost, como muitas outras semelhanças na série que é bastante recreativo de se procurar no decorrer dos episódios). Ao final da temporada, sacrifícios são feitos, mais alguns mistérios revelados e Peter salva o dia para… Deixar de existir!
É aí que chegamos à quarta temporada de Fringe para descobrir que graças a paradoxos temporais gerados pelo uso da “máquina-ralo”, Peter na verdade nunca existiu (ou pelo menos nunca se tornou um adulto) e que os fatos como viemos a conhecê-los na verdade não foram bem assim. Essa premissa gera alguns paradoxos e a possibilidade de problemas de continuidade da história, e novas perguntas sobre coisas que só poderiam (ou pelo menos se supõe assim) ter acontecido na presença de Peter. O fato é que algumas aconteceram, outras não. O que trouxe de volta da terra dos pés-juntos personagens que adoramos odiar enquanto existiram e que não puderam mostrar todo o seu potencial para o mal, graças a Peter.

Mas, de todos esses mistérios, perguntas e contradições que voltaram a assolar a mente dos pobres fãs incautos que resolveram adentrar em mais um mundo do estranho e misterioso criando pelo senhor Abrams, o maior certamente está no ar desde o quarto episódio: Peter nunca existiu, mas está de volta! E o fato de ele ter voltado gerou problemas aos montes, ele está de volta, mas o mundo que ele conhece, não. E ele quer voltar para casa, que nunca existiu. Irá ele conseguir? Como terá sido o passado sem Peter? E o presente com ele, como ficará? Teremos mais episódios com referências a grandes filmes de Sci-fi que marcaram história? Este que vos escreve está ansioso para ver as respostas e o quão interessante vai ser o caminho até elas!
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