USP investe em TI Verde

A USP – Universidade de São Paulo, maior instituição de ensino do país, resolveu entrar de vez na adoção da chamada TI Verde. Um comitê de sustentabilidade foi criado em 2007 e uma parceria com o MIT foi criada para desenvolver um projeto voltado para o tema.

“Em janeiro deste ano, fizemos uma campanha para todos os funcionários trazerem lixo eletrônico de casa, como CDs, monitores, celulares velhos. Recolhemos cinco toneladas em um dia”, relata Tereza Cristina Melo de Brito Carvalho, diretora do Centro de Computação Eletrônica (CCE) da USP.

Uma das iniciativas foi fazer um leilão com o lixo arrecadado, porém o valor obtido foi muito baixo, cerca de R$1.200,00 o que mostrou que simplesmente separar o material por tipo de hardware não é a melhor forma de tratar o problema. O ideal é desmontar os equipamentos por material e vendê-los para empresas de reciclagem especializadas. Além disso, dessa maneira evita-se que o lixo seja entulhado nos lixões comuns futuramente, tornando o processo mais sustentável e menos nocivo a natureza.

A expectativa é de montar uma área de 300m² com trituradeira, balança e outros equipamentos para realizar o processo. Porém, estima-se que seriam necessários cerca de 500 computadores por mês para garantir o retorno necessário e o custo para manter essa infraestrutura.

A USP fez uma substituição em equipamentos antigos por máquinas da Itautec, com o Selo Verde criado pela instituição. Esse selo garante que os equipamentos foram fabricados de maneira a economizarem energia e livres de substâncias tóxicas como  chumbo no seu processo de fabricação. Esse selo vale apenas para os equipamentos utilizados na USP, e não para toda a linha de produtos da Itautec.

Mas a grande jogada para tornar a TI mais verde está na virtualização. A USP pretende investir em virtualização de pelo menos 16 servidores para reduzir os custos com energia e as emissões de carbono.

Nota: na minha humilde opinião, a grande saída para tornar a TI mais verde é de fato a virtualização. Ao invés de diversos servidores consumindo energia e demandando ar-condicionado, uma única máquina bem mais potente pode fazer o papel de várias através de servidores virtuais. O grande porém da virtualização encontra-se nos preços astronômicos do hardware e no custo pornográfico das licenças de software.

Resta torcer para a iniciativa da USP dar certo. Levando-se em conta que ela forma 2000 doutores por ano e produz quase 30% de toda a pesquisa científica do país, é praticamente certo que o projeto dê resultados e fomente os alicerces para que novas iniciativas surjam através disso.

Fonte: Computer World

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