Universo Nerd – O dia em que furei os “zóio” da Veja

– Cabeção, você leu a Veja?
– Ainda não… O que houve?
– A matéria de capa é sobre o assunto da tua primeira coluna!
– Furei os “zóio” da Veja? WOW!

Depois dessa corri para dar uma olhada na matéria e… (suspense)… sim, eu FUREI! Apesar de estar bem mais informativa e menos bem-humorada a matéria de capa da revista semanal mais lida do país reafirma boa parte do que venho discutindo aqui na coluna “Universo Nerd”.

capa380Quando Marcel me convidou para escrever a coluna ele disse que queria que eu falasse sobre “nerdisse” em geral. Foi aí que surgiu um problema que precisava ser resolvido antes de qualquer coisa: pra definir o que é “nerdisse” eu precisava definir o que é “ser nerd”. Não precisei ir longe para desenvolver a teoria, agora embasada pela Veja, de que não podemos mais citar um nerd como um ser estranho, pertencente a uma tribo sem traquejo social. Olhando em volta percebi que boa parte de meus amigos são nerds e que nenhum deles pode ser enquadrado em uma tribo especifica. Assim surgiu o texto da primeira coluna.

Não me dei por satisfeito e fui dar uma pesquisada sobre essa mudança. O quanto isso mudou e para onde essa mudança nos encaminha? Surgiu então o texto da segunda coluna. E assim terminei, entre brincadeiras e técnicas de escrita (ou falta dela), conversando com vocês sobre um pouco do Universo Nerd e suas características. Como nerd assumido, e orgulhoso, perco parte de minha credibilidade, eu sei, mas como minha intenção nunca foi arrebanhar seguidores (não agora pelo menos) e sim jogar conversa fora isso nunca fez diferença alguma mesmo.

De fato falar sobre “nerdisse” significa falar sobre quase qualquer coisa. Eu posso falar sobre games, cinema, quadrinhos, música, WEB, séries, literatura e, acreditem ou não, até mesmo sobre esportes, sexo, relacionamento e trabalho.

Falar sobre “nerdisses” significa tão somente em falar dos dias atuais, de suas mudanças, das pessoas e de tudo que compõe nossa tão heterogênea comunidade mundial. O bom de tudo isso é que o mais gritante dessa mudança é a queda de alguns paradigmas e com eles uma melhor integração entre as antigas tribos. Os nerds estão acabando com parte da segregação que sempre tornou o mundo um lugar pior de se viver.

É claro que por mais que estejamos nos unindo – estou me sentindo o próprio avatar digital pregando a paz entre os povos – sempre haverá uma certa distância entre alguns, o que é legal e necessário. É bem sabido que toda unanimidade é burra e a discussão é necessária para nosso crescimento intelectual (até mesmo quando o assunto é o filme The Fountain e todo tempo que você perdeu assistindo-o).

De um grupo de pessoas marginalizada e utilizadas como personagens de comédias dos anos oitenta para a capa de uma grande revista de circulação nacional como o retrato de uma nova geração, uma geração super capacitada, capaz de redefinir a hierarquia familiar.

Quando digo que os nerds vão conquistar o mundo não estou simplesmente assumindo uma postura “Pink e Cérebro”, estou afirmando o óbvio, apenas sendo portador da notícia. Agora o que faremos com essa nossa capacidade de mudar o mundo é outro assunto a ser discutido em outra coluna – já que pode render muita discussão. Não canso de citar Peter Parker (ou seu tio Ben) quando digo que com grandes poderes vem grandes responsabilidades. Clichê, sim, claro, mas querem mais clichê que nós, que de meros coadjuvantes estamos nos tornando heróis de nossas próprias histórias? Agora cabe a cada um de vocês reconhecerem o poder que tem em mãos e trabalhar em prol de algo maior.

Coluna mais séria que o normal, assumo, e por isso mesmo fecha com uma piadinha nerd:

– Como se desmaia um vetor?
– Apaga a pontinha que ele perde o sentido.

Riam comigo. RIAM COMIGO.

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