Twitter e a segurança da (sua) informação

A mais nova thread da ‘twittosfera’ brasileira é sobre o caso da Twitess, vulga Tessália, que perdeu sua conta no serviço de Microblogging tendo seus dados apagados e todos os seus seguidores removidos. Muito do que deveria ser dito sobre o assunto foi brilhantemente sintetizado por esse post do meu amigo Eden, do Um Passinho A Frente.

Em primeiro lugar, o que eu quero dizer é que o dano já está feito. Ela já conseguiu os 15 caracteres de fama e muito em breve vai voltar a ter uma porrada de seguidores, pois o perfil do internauta brasileiro é esse. Um bando de zumbis em fila indiana clicando no link mais quente do momento.

O que brasileiro mais gosta é isso, não é a toa que basta aparecer um morto que todo mundo vai pra perto ver. O que atrai a massa no nosso país é a desgraça, de preferência a do outro. Como bem lembrado por Cardoso, o termo alemão que eu já tinha citado um pouco antes no Twitter ‘schadenfreud’ que equivale a rir da desgraça de outrem.

E tudo isso apenas porque a tal da Tessália, que pra mim tem a mesma relevância que uma formiga no meu brigadeiro, basta dar um peteleco que some, perdeu a conta no Twitter. Ao invés de iniciar uma discussão sobre a relevância da garota, que nada mais é do que uma moça como outra qualquer. Beleza mediana, auxiliada por um pouco de cor e uma boa quantidade de megapixels. Junte isso com a mentalidade da maioria dos jovens brasileiros e pronto, um novo ídolo internético nasceu.

Não é nem o caso de discutir relevância. Quem entende do assunto sabe que relevância vai muito além disso. Não é quantos seguem você, mas sim QUEM segue você. A ‘Twitess’ é irrelevante, isso é um FATO. Opinião é diferente de fato. Opinião você respeita, fato você aceita. Pra mim a Mirian Bottan é 1000x mais relevante, pois além de escrever muito bem, ela de fato consegue expor pensamentos e idéias com clareza.

O que comprova que a Tessália é somente uma internauta average como outra qualquer é como ela perdeu a conta. Clicou onde não devia e pagou um preço por isso. Ela não perdeu a conta porque usou scripts pra adicionar gente. Ela perdeu porque não entende churros de tecnologia, apesar de manipular artefatos tecnológicos diariamente. Não é porque ela tem celular, computador e internet que ela sabe usá-los com coerência e segurança. Não é porque ela tem 40 mil seguidores no Twitter que ela é relevante.

O ÚNICO ensinamento que fica de todo esse bafafá é o de sempre, uma alegoria tecnológica do que nossos pais nos ensinaram quando crianças, que era ‘não falem com estranhos’. Hoje a história é ‘não cliquem onde não devem’. Todos os dias saem de casa um esperto e um otário. Se a Twitess foi esperta no momento que maceteou o sistema, quando perdeu a conta… bem, vocês já entenderam.

Dica do BQEG: cuidado com links no Twitter e em qualquer outro lugar. Ela perdeu (ao que parece) apenas a conta do Twitter, mas poderia ter sido o e-mail, a conta bancária e o problema pode vir a ser muito pior. Tudo por 15 caracteres de fama.

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