Torrent sim, torrent não? Eis a questão.

Enquanto uns caem, outros sobem. E a conclusão que se tira é que é praticamente impossível legislar e controlar a Internet quando o assunto é direitos autorais.

O The Pirate Bay, buscador de torrents sueco que faz sucesso no mundo virtual foi processado no dia 16/02 e mais uma vez o mundo da difusão on-line de conteúdo sofreu um abalo.

No mesmo período, o Mininova, outro site dos mais conhecidos quando falamos de downloads de jogos, filmes, músicas, seriados e programas anunciou planos de expansão dos serviços fornecidos gratuitamente aos internautas. O site passou por mudanças que vão da reformulação do seu layout, até o aumento do número de servidores para suportar a crescente demanda por acessos e downloads.

Para se ter idéia da dimensão, o site chegou a registrar quase 4 milhões de acessos únicos em um único dia. No ano de 2008 foram quase 800 milhões de pageviews.

Até que ponto é permitido ou proibido transmitir e compartilhar conteúdo através da web? Segundo as agências que defendem os direitos autorais, a desculpa é que o tráfego é realizado é pirataria pura. Claro que todo mundo sabe que 99% dos usuários que baixam filmes por exemplo o fazem para assistir em casa. Obviamente que isso não justifica usufruir de conteúdo produzido por outros sem pagar nada por isso.

O buraco é bem mais embaixo. Não se criam leis específicas para regulamentar essas ações, e é praticamente impossível detectar quem está ganhando dinheiro com isso ou quem simplesmente está se aproveitando do conteúdo.

O fato é que não adianta simplesmente derrubar os sites e processar os donos. Seguindo essa lógica, as empresas criadoras de gravadores de DVD e de dvds virgens devem ir no bolo, pois ela fornecem os verdadeiros insumos para incentivar a pirataria. E já sabemos a capacidade que a Internet tem de se multiplicar, ainda mais quando as atitudes de agências reguladoras, muitas vezes sem apoio de especialistas pegam no calo de milhões de usuários.

Veja também

<>

Comentários

Topo