TOP15 jogos do Mega Drive

Continuando a saga pelos videogames, hoje traremos os 15 melhores jogos do Mega Drive (na minha humilde opinião). Dessa vez resolvi fazer um TOP15 pois ficou difícil avaliar e definir critérios para incluir ou excluir os jogos nessa lista. Tudo ficou muito parelho, então dessa vez a lista terá 15 games para que eu seja menos xingado e que minha alma não queime no inferno por ter excluído algum jogo (mesmo sabendo que ainda vai acontecer tudo isso).

O Mega Drive foi o videogame de maior sucesso da Sega, sucedendo o Master System. Era a aposta da fabricante nos videogames de 4a geração e 16 bits, para concorrer com o SNES da Nintendo. Ainda existia a opção de utilizar o SEGA-CD. Um videogame com muito mais realismo e potência, que aproveitava-se do Mega Drive e funcionava como um sistema Plug And Play para o Mega. Você podia continuar jogando os cartuchos do Mega e também os CDs do Sega CD, que tinha jogos espetaculares para a época. Por conta do custo, o Sega CD não fez muito sucesso.

Então, caros gamemaníacos e amantes de jogos, chega de churumela e vamos ao TOP15 do MegaDrive. Coloquei os games em ordem alfabética para não ser injusto dizendo que esse ou aquele game é melhor ou pior.

Altered-Beast

1. Altered Beast: também chamado pelos engraçadinhos de Alterado e Besta, esse jogo entra na lista por ser um clássico do Arcade e também por ser o jogo que vinha com o Mega Drive. Basicamente você era um Alexandre Frota viciado em anabolizantes (redundância detected) que ia passeando pelo mundo seguindo os ensinamentos de um monge flutuante e tomano pílulas aladas que iam deixando você cada vez mais broxa bombado até lhe transformar numa bicha louca num animal feroz, com força suficiente para vencer a Bruxa do 71 que sempre aparecia no fim da fase. O mais legal era que a cada fase você virava um animal diferente e Galvão Bueno dava o ar da graça quando você pegava o Durateston voador e ele dizia: “Power Up!”. Até você mesmo se sentia mais forte. Melhor do que Nescau!

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2. Castle Of Illusion: mickey é o herói dessa saga onde deve salvar a minnie das garras da bruxa malvada. Acho que já vi esse filme… Mas falando sério, o nosso rato de gosto duvidoso para se vestir e reboladinhas estilo fanta é o personagem principal de um dos jogos mais divertidos e bonitos da época. Os cenários eram de encher os olhos e uma das melhores sacadas era o mickey entrando na garrafa de leite e enfrentando um dragão no mundo dos doces. O jogo em si não era lá muito difícil, mas era certamente um clássico do Mega.

decapattack

3. Decap Attack: a sacada desse game era sensacional. Você era uma espécie de múmia caveira que tinha que ir passando de fase derrotando os monstros comandados pelo Dr. Max D. Cap. (nome sugestivo, heim?). Chuck D. Head (o herói) podia arremessar o seu crânio para destruir os inimigos ou bizoiar a galera com os olhos de mantena que saiam do seu peitoral. Clássico jogo estilo plataforma como muitos que existiam na época, era diversão garantida e certeza de muitas risadas. Só o nível de dificuldade (como a maioria) não era lá essas coisas, mas hey, era o que havia de melhor na época.

flashback

4. Flashback: quando eu vi esse jogo, eu disse: OHHHHH! Na época, Flashback era o jogo mais bem-feito do Mega Drive. Não só pela história atraente, mas pela movimentação do personagem (realista, estilo Prince of Persia), mas pelos gráficos e pela dinâmica. Uma mistura de Plataforma, tiro e RPG, você tinha que realizar certas tarefas para obter recursos e itens necessários para realizar os objetivos seguintes. Talvez um dos melhores jogos já lançados para o Mega Drive, poucos tinham coragem e competência para jogar ele até o fim.

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5. Golden Axe: quem não queria ser um bárbaro, uma guerreira gostosa ou um anão modafoca disposto a destruir inimigos com machados gigantes e invocar poderes mágicos que atingem 8 graus na escala Richter? Basicamente era isso o que precisava ser feito em Golden Axe, um clássico dos arcades brilhantemente transportado para o Mega Drive. Ainda teve duas continuações, mas clássico é clássico e vice-versa, como diria o Jardel e a primeira versão é a melhor. Eu chorava de rir quando chegavam as caveirinhas logo no começo do game, pois primeiro imaginava como elas teriam força pra levantar uma espada (ficou meio gay) e que eram burras porque não tinham cérebro. Elas vinham de uma pontezinha e bastava você descer com o boneco que elas faziam o mesmo e caiam no penhasco. Luta desleal, essa.

kidchameleon

6. Kid Chamelion: você é grunge, anda de skate, não trabalha, adora tomar uma breja, e está sem fazer nada? Que tal ser abduzido e entrar num mundo onde caixas com um P escrito podem lhe dar super poderes e vidas extras? Cabeça de rinoceronte, armadura de Samurai, Aríete… As opções são inúmeras. O jogo é muito alucinógeno e sempre no final das fases você tem que enfrentar um tótem cabeçudo geralmente enfiado num espetinho de frango com bacon. O jogo era cheio de charadas, fases secretas, passagens, dando claros sinais de que o herói estava sob efeito de entorpecentes a medida que ia avançando pelo mundo. Por sinal, lembro que só zerei uma vez. Alguém mais aí conseguiu?

moonwalker

7. Moonwalker: uma coisa eu posso garantir. Michael Jackson era tudo menos hipócrita. O cara participou de um jogo de videogame chamado Moonwalker, homônimo a música/clipe que ele cantava, e um dos principais objetivos era “agasalhar” criancinhas desprotegidas debaixo das suas asas. E depois o povo ainda se assusta quando ele diz que não come Lacta, só Garoto. O jogo na minha opinião era bem chatinho, você tinha que bichar e dar passinhos de dança toscos, derrotando brutamontes com a ponta da sapatilha que soltava purpurina colorida por todo canto. Podia não ser um dos melhores jogos, mas com certeza era um dos mais abaitolados de todos os tempos.

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8. Phelios: esse jogo eu adorava. Phelios utilizava o estilo de jogo aéreo de tiro, com a diferença que você não estava em nenhum avião especial, nave modafoca ou qualquer outro meio de transporte interestelar do gênero. Você estava montado no Pé de Pano com a espada justiceira em mãos, que sabe-se lá como soltava rajadas de tiros e sofria upgrades quando você tomava pílulas flutuantes (lembram de Altered Beast?). Você tinha que enfrentar diversos tipos de inimigos, chefões da estirpe da Medusa, tudo isso sem camisa e confiando na capacidade do pangaré de se manter em voo. Podia ainda segurar a espada (ui) e o tiro saia mais forte e mais devastador. Era um jogo bem difícil e divertido seguindo a risca a receita de sucesso para jogos desse estilo. Tiros para encher a tela, upgrades, monstros bizarros e muito barulho.

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9. Pit Fighter: quem você gostaria de ser: um karateka modafoca, um muay thayzeiro modafoca ou um gorila modafoca? Qualquer um dos três! E passaria a vida entrando em bares estilo Double Deuce para botar ordem na casa. Não tinha como reclamar. É a mesma coisa que o cara sentar no meio da torcida do Corinthians com a camisa do São Paulo e dizer que Corinthiano é tudo viado. Só pode terminar em confusão. A diferença é que nesse jogo o dinheiro rolava solto e você ia acumulando prêmios lutando no submundo das brigas clandestinas. Paulo Massaranduba no meio dessa galera pareceria um faixa branca de Jiu-Jitsu. Valia de tudo, desde dar garrafadas, facadas e até mesmo arremessar tonéis no oponente. Com sorte, podia pegar a pílula mágica que aparecia de vez em quando e ficar igual ao Super Mário quando pega a estrelinha, invencível mode on. A brutalidade imperava mas nessa época ninguém saia por aí chutando o cachorro do vizinho ou jogando futebol com o primo mais novo (ele sendo a bola) porque jogou um game violento.

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10. Quack Shot: um dos jogos mais legais do Mega Drive, como sempre acontecia com os games que envolviam personagens da Disney. Tão divertido e bem sacado quanto Castle Of Illusion e Fantasia, as trilhas sonoras eram um dos atrativos do jogo, que não era muito difícil e era bem rápido de se zerar. Passagens bem divertidas como o Donald comendo pimenta e saindo desesperado derrubando os inimigos, ou desentupidores de pia de cores diversas para realizar algumas tarefas dos puzzles que encontrávamos nas fases. O jogo primava mais pela qualidade gráfica com alguns personagens conhecidos do que pelo desafio em si, mas foi um dos games mais jogados de todos os tempos e ainda hoje desperta saudade nos viciados em Mega Drive.

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11. Road Rash: levar a vida como motoqueiro (mas sem entregar pizza), correndo em estradas cheias de carros, curvas e perigos, em disputas clandestinas onde valia tudo e o lema era PORRADA. Esse estilo fez de Road Rash um clássico em que chegar em primeiro não significava somente vencer a corrida e levar o beijo da mocréia pixelizada, mas valia uma grana preta para comprar uma motoca melhor e dar um piau nos aprendizes de Valentino Rossi. O objetivo era esse, correr, correr, correr e dar correntadas, cacetadas, porradas e chutes nos adversários tomando cuidado para não se arrebentar no chão e ser pego pela polícia. Apesar de um pouco cansativo (enjoava em pouco tempo) era divertido para jogar em 2.

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12. Sonic: é claro que o jogo mais clássico do Mega Drive em todos os tempos, a franquia referência da Sega e o porco espinho mais famoso do mundo não poderiam ficar de fora dessa lista. O objetivo da Sega era concorrer diretamente com Super Mario (no que fracassou vergonhosamente). Várias versões do jogo foram lançadas, avacalhando geral o personagem e colocando amigos de todos os tipos. O objetivo era colecionar anéis (sei…) ao invés de moedas, e onde há tijolos em Super Mario aqui há caixas com bônus para o Sonic. Qualquer semelhança é mera coincidência. Ganhar vidas também não era muito complicado e vencer o Dr. Robotnik no fim das fases dava para fazer até sendo portador de Alzheimer. A única sacada realmente diferente era os estágios bônus, para recuperar as esmeraldas espalhadas pelo mundo. Ainda existia um cheat que quando começava a abertura, bastava apertar Cima C, Baixo C, Esquerda C, Direita, Segura A, Start e você podia “editar” e zoar as fases do jogo, criando anéis infinitos, inimigos e o que mais desse na telha.

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13. Streets Of Rage: acho que os fabricantes de jogos tinham e tem até hoje uma forma bem nerd de lidar com a raiva e as frustações. É só desenvolver um jogo de porrada e tá tudo certo. Assim foi com Streets of Rage, uma alternativa do Mega Drive ao Final Fight, do SNES. O padrão era o mesmo, você escolhia o galego fortão, o gorila ou a mocinha. Podia fazer combinações e na hora que o bicho pegava na Cidade de Deus podia chamar a Puliça que eles soltavam míssel em tudo que era vacilão que estivesse rondando a área da boca. Armas como canos de PVC da Tigre, facas, garrafas, e bombas de efeito moral também eram fáceis de ser encontradas e utilizadas. O life estava acabando? Maçã transgênica gigante ou churrasco de brontossauro e resolvia-se o problema. Teve mais duas continuações, onde Axel soltava até Roriuguet (Showryuken). Nas gamelocadoras era também conhecido com Barenucle (Bare Knunkle) ou mais ainda como “Briga de Rua”.

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14. Super Monaco GP II: para quem é fã de jogos de corrida, esse game era clássico e extremamente divertido. Um dos melhores simuladores do Mega Drive e também da época, você era um piloto em início de carreira na F1 que começava por baixo em uma equipe pequena (Tom Cruise poderia fazer esse papel facinho). O objetivo era correr nas 16 etapas do campeonato, onde você podia desafiar pilotos de equipes mais fortes e caso chegasse na frente deles, você trocaria de lugar com o mesmo e iria para equipes melhores com carros mais rápidos. Até chegar num ponto onde você poderia desafiar a Madonna (McLaren) e tomar o lugar do nosso ídolo Ayrton Senna. Isso nunca acontecia no primeiro ano, mesmo que você conquistasse o título. Mas era divertido até dizer chega.

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15. Super Volleyball: Marcelo Negrão? Tande? Giovanni? Giba? Ricardinho? Que nada. Nesse jogo, o Brasil era pior do que ir dar um Bahuan e não ter papel higiênico no banheiro. Super Volleyball foi um dos jogos de esportes mais divertido de todos os tempos, pois não só era legal de se jogar, como ainda tinha diversos atrativos como jogadas realistas do jogo de Vôlei, como cortar da linha dos 3, fazer finta, dar largadinhas ou fazer uma jogada chutada pelo meio. Além disso, sabe-se lá que mente distorcida criou o jogo mas foram inseridas jogadas especiais que vinham desde o jornada nas estrelas, até um saque em que a bola soltava um relâmpago e era quase indefensável (o famoso saque choque), além de uma cortada onde o jogador principal do time vinha piscando e deixava um receptor incauto em coma com a potência da cortada. Cláaaassico do Mega Drive.

É isso aí amiguinhos, que venham agora os comentários e xingamentos dizendo o que vocês acharam do TOP15 jogos do Mega Drive!

Abraços e até o TOP15 jogos do Super Nintendo!

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