Sobre o #jogojusto e modelo de negócios nos Videogames

Dia 29/01 será a data onde uma guerra, que começou faz tempo, terá sua primeira batalha. É o dia do #jogojusto, onde lojas irão baixar o preço de diversos jogos para alertar as autoridades sobre os impostos abusivos cobrados. É uma tentativa válida de fazer o Governo acordar para a importância do mercado de games e de como reduzindo a carga tributária pornográfica, a pirataria pode diminuir muito o que no fim das contas fará com que a arrecadação de impostos aumente.

Eu não devo comprar nenhum jogo, por puro corte de custos, mas também porque nenhum dos jogos me interessou. O único que eu gostaria de ter é o PES2011. Sempre fui mais fã da franquia PES do que da FIFA, mas pelo visto a EA investiu pesado e o seu game superou o jogo da Konami. Mas o que gerou o meu desinteresse não foi isso, foi o fato de que jogos de esportes em geral são feitos para ser descartados num espaço de tempo muito curto.

Todo ano saem versões novas dos jogos: Fifa 2011, PES 2011, NBA 2011, NFL 2011, NHL 2011, F1 2011 com certeza vai sair, etc. Esse lance de colocar o ANO do jogo é muita esperteza por parte das fabricantes. Pois torna o jogo obsoleto, ao menos psicologicamente, ao virar o ano. E lá vamos nós trouxas pagar sei lá, 200 mangos num jogo novo só porque virou o ano. Qual seria o correto? Mudar o modelo de negócios.

Muitos se perguntam porque a APP Store da Apple deu tão certo. São milhares de jogos, de todos os preços, com possibilidade de sofrerem updates constantes, pois são todos comprados via download. Não há caixinhas, mídias, frete, etc. É baixar e jogar. É imperativo que o Governo tome medidas que contribuam para a queda dos preços absurdos dos jogos no Brasil, mas temos que pressionar as empresas também.

Qual seria a situação ideal na minha opinião? Vender esses jogos, sem o ano atrelado, e cobrar por updates anuais. Quem quiser, paga e tem o jogo atualizado via download. Assim o jogo receberia um patch e os jogadores mudariam de times, a jogabilidade seria melhorada, etc., com o diferencial de que os players seriam fidelizados. Eu tenho um PES2009 novinho em casa que nunca mais vou jogar e não encontro quem compre por 50 reais.

É por isso que eu nunca mais vou comprar nenhum jogo de esportes ou que tenha esse formato de “atualização” anual. Até o dia em que as empresas resolvam vender o jogo via download, a preços menores e com garantia de atualizações anuais, mesmo que pagas.

Queremos #jogojusto e #empresasjustas.

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