Meus olhos brilharam quando encontrei isso! Toy Story 1 refilmado com brinquedos de verdade. Completo! Que coisa mais incrível! Vale assistir do começo ao fim pela awesomeness e pela nostalgia.
Toy Story 1 refilmado com brinquedos de verdade!
Meu avô nasceu numa época onde não havia rádio. Meu pai nasceu numa época onde não havia TV. Eu nasci numa época onde não havia Internet. Meu filho nasceu numa época onde tudo isso está dentro do celular, que também não existia quando eu nasci. Só por isso já dá pra imaginar o tamanho da mudança de paradigma em relação ao nosso modo de viver. Diversas tecnologias que mudaram o mundo profundamente estão todas reunidas num único aparelhinho que cabe na palma da sua mão. A ficção torna-se realidade.
É sabido desde sempre que os jogos fazem bem às pessoas. Os jogos muitas vezes foram considerados maus e uma péssima influencia para as pessoas, como obesidade e até agressividade, mas pesquisas dizem o contrário e revelam que na verdade podem fazer bem à sua saúde.
Malaria é um curta brasileiro criado por Edson Oda e que inicialmente seria enviado para o concurso Django Unchained Emerging Artist, mas não ficou pronto a tempo. Você pode assistir agora a história de Fabiano, um mercenário do velho oeste contratado para matar a própria morte. Roteiro sensacional e uma mistura de origami, kirigami, time lapse, desenho a nanquim, quadrinhos e faroeste.
Malaria from Edson Oda on Vimeo.
Dica do @bolsonister
A discussão sobre o politicamente correto não é algo novo. As pessoas confundem bastante, assim como o bullying, fazendo parecer que são assuntos recentes e que nunca se deu atenção a isso antes. A diferença é que, hoje, nós temos muito mais meios para expor e absorver informações, notícias e ideias. O debate é muito mais abrangente, diversificado e intenso. Vinte anos atrás, dependíamos de revistas que na melhor das hipóteses tinham tiragem semanal e mostravam notícias já envelhecidas, ou da TV, onde éramos obrigados a receber o conteúdo editado da maneira como a emissora achasse conveniente.
Hoje é diferente. Há, através da Internet, diversas formas diferentes de absorver esses conteúdos e você faz a sua própria “grade de canais”. Assiste o que quer, quando bem entende. É por isso que parece para nós que assuntos como politicamente correto ou bullying são coisas recentes. Os desenhos animados, assim como games sofrem bastante hoje com essa censura velada (pero no mucho). No meu tempo de criança, não era só a Xuxa seminua de manhã que fazia a alegria da criançada. Desenhos extremamente violentos eram o cardápio principal da TV. Os desenhos abaixo fizeram parte da minha vida e da maioria dos leitores do BQEG, ajudaram a construir o caráter e não nos transformou em assassinos, mesmo sendo absurdamente violentos.
1) Pica-Pau: o pássaro mais louco e alucinado que já existiu. Quando não estava tirando rachas, quase cortando a garganta de clientes em barbearias e tentando se jogar das cataratas num barril, estava tentando se aproveitar de alguém ou praticando bullying em incautos ou destruindo propriedade pública e privada com seu bico. É passivo-agressivo, tem tendências suicidas, pouco respeito pela vida e acha que passando a perna ou com violência é que se resolvem as coisas. É tão porra-louca que tem até uma versão ainda mais bizarra de si mesmo, que era conhecido como “Pica-pau maluco”.
2) Tom e Jerry: literalmente uma vida de gato e rato. O objetivo de todos os episódios era não mais do que tentar se matarem. Quando não era Tom tentando descontroladamente matar ou devorar Jerry, era o ratinho roubando comida, azucrinando a vida do bichano e até mesmo se aliando a um imenso bulldogue para arrancar a pele e as tripas do Tom. Não havia qualquer intenção de promover a amizade ou qualquer tipo de sentimento de afeto. Era faca, martelo, perseguição e o instinto assassino provocando brigas, perseguições, lacerações e experiências constantes de quase-morte. A cadeia alimentar era respeitada.
3) Piu-Piu e Frajola: ganha um doce quem adivinhar qual era o objetivo aqui. Isso mesmo, mais sangue e morte. A vida do Frajola gira em torno de devorar o Piu-Piu, passarinho que vive sob o mesmo teto que ele. Apesar do gato estar seguindo apenas seus instintos, a velha dona da casa espancava-o sempre que tinha chance, após flagrar o Frajola tentando devorar o passarinho. Ou seja: a velha mantém o passarinho próximo ao gato e ainda o espanca por ele se comportar conforme sua natureza. Temos aí não só violência doméstica como violência contra animais.
4) He-Man: num planeta desconhecido, havia o que pode se considerar uma briga de gangues rivais interminável. De um lado, He-Man, Teela, Mentor, Gorpo e a Feiticeira. Do outro Esqueleto, Maligna, Homem-Fera e Mandíbula. E como vocês devem lembrar, o objetivo não era laçar/puxar/beijar. Isso sem contar o fato de que todo mundo ali usava trajes mínimos ou de gosto duvidoso. He-Man era um sujeito bombado, com bronzeamento artificial e sunga de franja. O Esqueleto seguia o mesmo padrão, mas usava calça legging com sunga por cima. Ah, a feiticeira, a Teela e a Maligna eram gostosas e andavam semi-nuas.
5) Papa-léguas e Coyote: talvez o mais violento de todos, o desenho ilustrava a busca frenética do Coyote em devorar o Papa-léguas. Entenderam o mecanismo desses desenhos? E não havia limites, o Coyote usava todos os recursos existentes, de foguetes a patins à jato para alcançar e matar o pássaro corredor. Apesar da sua aparência passiva, o Papa-léguas era um bicho sádico que sabia que nunca seria alcançado pelo Coyote e sorria ou debochava quando o seu inimigo se dava mal.
Como vocês podem ver, nunca faltou violência nesses desenhos, muito pelo contrário. A educação dos pais é que faz a gente saber diferenciar realidade de ficção, seja com jogos, filmes ou desenhos.
Nerds de verdade, com conhecimentos de eletrônica, computação e mecânica e que adoram Mario Kart. Só podia sair algo genial.
ASAP Science: no começo, todos os embriões são fêmeas
Nesse vídeo do ASAP Science, entenda como todos os embriões são fêmeas no começo e só depois o sexo é definido.
Trollagem em comentários prejudica a compreensão de assuntos de forma objetiva
Uma discussão que sempre aparece entre quem produz conteúdo pra Internet é acerca dos comentários que são gerados em cima do que é produzido. Há gente que não se importa, há gente que se importa mas não dá a mínima e há os manés emotivos como eu, que se importam e acabam se irritando. Um grupo de pesquisadores do Centro de Comunicação sobre Mudanças Climáticas da George Mason University elaborou um estudo sobre como a agressividade em comentários podem afetar a forma como tratamos um determinado conteúdo.
1183 pessoas foram convidadas a ler um artigo sobre os riscos e benefícios da nanotecnologia (que movimenta US$91 bilhões nos EUA). O texto era o mesmo para todos, mas os comentários, como já era esperado, variavam de amenidades e discussões civilizadas a falácias como “se você não percebe os benefícios da nanotecnologia, você é um idiota”. O objetivo era perceber o que a exposição a esses comentários agressivos causava na percepção acerca de um assunto sério: os benefícios e riscos da nanotecnologia.
O que ocorreu: quem já achava que os riscos são baixos, passou a acreditar firmemente após ler comentários agressivos sobre o assunto, ao passo que quem achava que os riscos são altos manteve-se acreditando com ainda mais força nisso. Qual é o grande problema: a discussão ficou polarizada. As pessoas (como explica a teoria do raciocínio motivado) primeiro sentem, depois raciocinam. Dessa forma, acabam ignorando até mesmo fatos científicos e dados comprovados para se protegerem e deixam de analisar o assunto de forma objetiva para reforçar a própria crença independente dela estar certa ou errada.
Muitos produtores de conteúdo recomendam que não se leia, tampouco interaja-se com os comentaristas. Por um lado isso causa uma distância com quem consome o conteúdo criado, por outro mantém a mente de quem cria fresca e livre de agressões que prejudicam sua capacidade de criação e de compreensão. Alguns até recomendam que sequer haja comentários (como muita gente remove de blogs e vídeos no Youtube). Há até mesmo uma conta no Twitter que tem como propósito motivar as pessoas a simplesmente não lerem comentários na Internet.
Difícil decidir o que fazer, mas a tese de que deve-se evitar ler comentários a todo custo ganha um pouco mais de força.












































