Ontem foi o lançamento oficial do iPhone5, que mais uma vez prometeu revolucionar o mercado de smartphones mas que no fim trouxe um bocado de mais do mesmo para decepção (ou não) de muitos e alegria dos fandroids.
Entre as mudanças nas especificações do novo modelo, temos:
- Processador mais rápido;
- Tela maior, com 4″ (mais esticada, não cresceu pros lados);
- Display Retina;
- Câmera de melhor qualidade atrás e câmera HD na frente;
- Algumas modificações na estrutura e no design.
Parece muita coisa. De importante mesmo, só a tela maior e o retina display. O resto é bobagem. No fim das contas, o novo iPhone5 é só mais um caso da indústria da obsolescência programada. A grande questão é que o iPhone já é um produto que nasceu excelente. Recebeu, sim, diversas melhorias com o passar dos anos e evoluiu drasticamente na questão do hardware. Mas o grande responsável pela sua experiência de uso satisfatória é o iOS. E o iOS não trouxe nada de inovador recentemente, a não ser features vendidas como novidades estrondosas que na verdade já estavam presentes no Android ou mesmo eram coisas óbvias demais.
A sexta versão do iPhone é certamente a melhor já lançada (a Apple sempre costuma usar essa frase nos seus keynotes). Mas ora, quem diabos lançaria uma versão piorada do seu maior sucesso? No fim das contas, o iPhone continuará sendo um sucesso, as pessoas continuarão comprando e nada mudará num curto prazo. A primeira grande guerra mundial mobile vai acontecer mais pra frente, com iOS, Android menos fragmentado e Windows Phone começarem a bater de frente entre si. A disputa hoje é polarizada entre a Apple e fabricantes diversos de aparelhos com Android.

Na opinião deste escriba, o iPhone mesmo sem grandes novidades ainda é a melhor opção do mercado por um motivo simples: é o aparelho mais balanceado. A Samsung costuma investir pesado no hardware da sua linha Galaxy, que hoje são infinitamente mais potentes que computadores de alguns anos atrás. Mas o Android ainda deixa a desejar em alguns aspectos, principalmente na enorme fragmentação e na falta de garantia de atualizações nos aparelhos. A Apple nisso é perfeita. Ou seja, Androids tendem a ser 70% hardware e 30% software. O iPhone consegue ser 50% de cada, o que faz com que acabe sendo mais agradável para usuários comuns que só querem telefonar, usar whatsapp e jogar angry birds.
O iPhone5 mudou pouco. O mercado, por enquanto, não vai mudar nada. Peço desculpas ao meu iPhone 4S. Foi bom tê-lo comigo, mas seu irmão maior está chegando.
Imagem e vídeo via blogdoiphone


































