Nós vamos invadir sua praia

Muito se fala da inclusão digital no Brasil. Se ela já aconteceu, se não aconteceu ou se irá mesmo acontecer. O que pouco se discute no entando, é o impacto que o Brasil tem no cenário mundial da Internet. O acesso da massa aos recursos de tecnologia, pelo menos por aqui, já se provou um problema mais do que uma solução.

No cenário internacional, o povo do Brasil é visto como os aliens de Independence Day. São gafanhotos, que se apoderam de algum espaço, consomem todos os recursos, destróem o que encontram e se mudam para outro lugar. Foi assim com o Fotolog, com o Orkut e mais recentemente com o Twitter.

brasiltiA inclusão social deve acontecer, pois é mais um meio de educar e informar a população. Porém, assim como não adianta construir escolas e jogar alunos lá dentro, não é baratear o preço de computadores ou dar acesso à Internet a essas pessoas que fará com que o Brasil seja um país incluído digitalmente. Fazendo isso, apenas estaremos levando nossa falta de preparo e educação para o meio digital. Será mais uma forma de “pagarmos mico” internacionalmente. Isso o Lula já faz muito bem, não precisamos de mais um canal.

O Sistema de Informação e Estatística sobre TIC, foi lançado na última terça-feira. O portal foi criado pelo Observatório para a Sociedade da Informação na América Latina e Caribe (Osilac), integrante da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal) das Nações Unidas. O sistema reúne dados sobre acesso a recursos de tecnologia e informação em 14 países, incluindo o Brasil.

O acesso ao sistema é gratuito e possibilita a mineração de diversos números relevantes a respeito do acesso a Internet, por exemplo. A média mundial do acesso domiciliar da parcela mais rica da população é de 30 vezes mais que a parcela mais pobre da população, sendo que no Brasil esse número sobe para 32 vezes.

Com uma pesquisa rápida podemos concluir que o Brasil de fato ainda não sabe o que é inclusão digital. Num país de dimensões continentais, apenas 3% dos acessos são feitos pela população rural, num total de menos de 500.000 pontos de acesso.

A invasão de redes sociais por brasileiros aconteceu muito mais pelo momento econômico favorável, queda dos juros e barateamento do preço dos computadores, além da massificação da banda larga nas principais cidades do país. Isso fez com que a porção da população que ocupa as classes C, D e até E tivesse acesso a recursos aos quais não dominam. Por isso o show de horrores que vemos por aí.

As pessoas DEVEM e NECESSITAM ser incluídas digitalmente. Porém, como já deveríamos estar carecas de saber, tudo isso passa através da escola. Crianças estudando, sendo bem educadas INCLUSIVE em tecnologia trará um ganho muito maior para a sociedade do que um Bolsa-Computador que trará milhões em prejuízos para as empresas.

Inclusão Digital não é baratear o preço de computadores e jogar o povo a própria sorte na Internet. Isso só vai digitalizar a nossa falta de educação. Sabemos que o brasileiro é um povo criativo, mas a experiência mostra que estamos muito mais acostumados a usar nossa criatividade para o que não presta.

Para acesso ao portal com informações sobre a TIC, clique aqui.

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