Motoqueiro Fantasma – Espírito da Vingança
Nick Cage, que como todo mundo já está sabendo é um imortal, que faz parte de uma conspiração antiga para manter o domínio sobre o mundo, assim como Keanu Reaves e John Travolta, está de volta à tela grande interpretando ninguém menos que o Motoqueiro Fantasma! Não contente com o primeiro fiasco, o endiabrado queridão da vizinhança Johnny Blaze retorna para combater os demônios do “além do aquém donde que veve os morto“. A promessa não é de coisa boa, mas ainda assim, pelo visto até agora talvez tenhamos um filme melhorzinho do que o primeiro.
“E por quê”, pode perguntar o bom nerd leitor deste blog. Bem, antes de dar a explicação, é preciso reiterar: talvez tenhamos um filme melhorzinho! Não um filme bom, ou excelente. E para chegar até aí devemos entender um pouco sobre o Motoqueiro Fantasma. A personagem foi criada no início dos anos 70, inspirada em grande parte na canção de Johnny Cash, Ghost Riders In The Sky. As imagens que a letra invoca são de perdição, terror, e desespero. Nada que se veja num filmão para passar na Tela Quente. Quando a personagem foi desenvolvida na Marvel Comics, os aspectos sobrenaturais e o anti-heroísmo foram o forte para atrair o público, Johnny Blaze não é o Capitão América, ou um típico herói americano que para diante do inimigo por ver sua amada ameaçada, ou que se impõe diante do mal por todos nós. Ele quer se libertar do Espírito da Vingança, e o espírito da vingança quer… vingança! O primeiro filme até que desenvolveu bem isso no início do argumento, principalemnte na parte onde ele estava na cadeia com a bandidagem. Ok, muito bem. Mas ainda faltou disso na concepção visual do filme. As cenas com a moto ficaram meio esquisitinhas, a transformação dele parecia muitas vezes um fósforo sendo aceso, fora que a caveirinha dava a impressão de ser um gif de site de terror do fim dos anos 90 e ainda era branquinha, uma caveirinha lavada. Quem conheceu a personagem dos gibis sabe que precisa de bem mais fogo, bem mais velocidade e bem mais sangue dos bandidos. Ninguém gosta de um Johnny Blaze pronto pra ir pra missa.
No novo filme, ao que parece, a equipe de criação andou trabalhando mais na aparência decaída do Blaze, tanto durante a transformação, quanto na forma completa de Motoqueiro. Ponto positivo. Climão super-herói que resolve combater o mal por altruísmo, prometendo que vai se envolver emocionalmente com a vítima da vez (neste caso uma criança de nome Danny, possivelmente em referência a Danny Ketch, uma das encarnações do Motoqueiro), ponto negativo. E para completar tem uma cena onde ele para no acostamento pra tirar fogo água do joelho e mija uma labareda! Dúvida séria se é o melhor ou o pior do filme! Bem, a bagaça obra já está em cartaz, quem tiver coragem de se aventurar e saber se é bom ou não, pague para entrar, e reze para sair!



































