Microsoft Office ou BrOffice?

Muito se fala em relação ao preço exorbitante das licenças de softwares de computador. A pirataria é fortemente condenada, mas num país como o Brasil, onde as empresas e os usuários domésticos não tem tantos recursos financeiros a disposição, fica extremamente custoso conseguir manter-se legalizado em relação as licenças de software.

Isso está sendo amenizado com a venda das licenças OEM (Original Equipment Manufacturer), que barateiam o custo do fabricante quando já vem vinculadas ao equipamento. A maioria dos Desktops e Notebooks já vem com licenças OEM do Microsoft Windows Vista, variando apenas a versão.

Mesmo assim, o custo de uma licença para um sistema operacional com o Windows Vista ainda ultrapassa os R$500,00, tornando extremamente caro possuir as licenças originais para usuários domésticos e pequenas empresas.

Para esses usuários, ainda há o maior vilão em termos de preço de licença, por tratar-se de ferramenta indispensável ao dia a dia tecnológico de um usuário de computador. O Pacote Office. Dependendo da versão utilizada, a licença dessa suíte pode chegar a mais de R$1.000,00. Algo extremamente caro para os padrões brasileiros.

Porém, voltando ao título do post, há ferramentas no mercado que são baseadas em código aberto e tentam concorrer de igual para igual com o Microsoft Office, ou então, ao menos oferecer um alternativa viável em termos de recursos com preço mais do que atrativo, por tratarem-se de ferramentas distribuídas gratuitamente.

O concorrente mais conhecido é o OpenOffice, aqui batizado de BrOffice (Download da instalação – arquivo com 121.5mb). Essa ferramenta, que encontra-se na sua versão 3.0 e já é muito melhor do que foi no começo. Muitos dos recursos existentes no pacote Office da Microsoft já são atendidos pelo BrOffice de maneira similar. Tudo vai depender do tipo de utilização que se deseja, mas na maioria dos casos a ferramenta atende de forma satisfatória os usuários comuns.

A grande dificuldade em se conseguir aceitação vem de dois fatores: um é o layout, que ainda não é tão bonito, usável e agradável como o da Microsoft. Porém, quanto a isso não se pode reclamar, tendo em vista que o design do BrOffice não é ruim e é feito gratuitamente por profissionais que utilizam seu tempo livre para desenvolver da melhor forma possível uma ferramenta gratuita para todos.

O outro fator é o hábito. Não só no Brasil, mas no mundo todo, existe uma cultura Microsoft muito impregnada na mente das pessoas. Mais de 80% dos equipamentos têm Windows instalado e o Office acaba entrando nesses computadores por osmose. O grande erro dos usuários é não experimentar algo diferente e gratuito que pode lhe permitir uma boa performance. Todos preferem gastar uma fortuna adquirindo uma licença do Microsoft Office ou simplesmente viverem na ilegalidade (grande maioria), ignorando as leis e a propriedade sobre a ferramenta.

Em muitos aspectos, o BrOffice realmente deixa a desejar, porém a ferramenta possui um desenvolvimento contínuo e a tendência é que a cada versão melhorias significativas aconteçam.

Para o mundo coorporativo, ainda é importante possuir uma licença do Microsoft Office, tendo em vista que nesse nível de utilização, diversos recursos existentes majoritariamente no Microsoft Excel dão um significativo ganho de produtivivade as empresas, e ainda não se encontram disponíveis no BrOffice.

A Microsoft, pensando na questão da pirataria e buscando tornar os seus produtos mais acessíveis, lançou versões mais simplificadas do sistema operacional Windows Vista, e nos últimos tempos, está vendendo uma licença do Microsoft Office Home And Student, para estimular a grande maioria dos usuários a legalizar sua licença. Essa versão é encontrada no mercado por R$199,00 e pode ser utilizada em até 3 computadores, tornando o preço bastante atrativo.

Como já dissemos antes, no caso dos browsers, as opções são boas e o ideal é sempre experimentar e observar qual ferramenta lhe atende melhor. O mercado é bastante concorrido, mas muitas vezes temos ótimas opções gratuitas que podem nos surpreender se fizermos um teste.

É inegável o papel do Software Livre na massificação dos recursos para as camadas mais pobres. Da mesma forma que as SoftwareHouses são fundamentais no papel de desenvolver produtos de alta qualidade e eficácia.

Cabe a nós decidirmos o que queremos instalado nos nossos computadores.

Veja também

<>

Comentários

Topo