Formatar ou não formatar? Eis a questão.

Formatar o computador é um troço chato pra dedéu. É o tipo da coisa que a gente só faz nas últimas, quando não tem jeito mesmo. É igual a cagar no mato. A gente tenta evitar ao máximo, mas quando não dá mais pra segurar vai no meio da moita e limpa com folhinha mesmo.

Em 90% dos casos a metáfora ainda se faz mais verdadeira pois a necessidade de formatar a máquina surge exatamente de uma cagada daquelas. Um cliquezinho num trojan aqui, um arquivo essencial deletado ali e pronto, formatar é a única saída. Vale o bom senso. Se o browser não funciona direito, normalmente não é motivo pra apertar o botão Nuke no sistema atual.

O que muitos “técnicos” não conseguem é diferenciar esse momento, essa linha tênue entre investir em reparos no sistema atual ou de fato fazer um backup (alguns mandam o backup pras cucuias) e zerar tudo. O que leva mais tempo? Reparar um sistema problemático ou instalar um sistema novo? Bem, isso varia e muito. Máquinas zoneadas não seguem exatamente um padrão de esculhambação e não há receita de bolo para limpar a cagada alheia.

Eu normalmente utilizo uma regra bem simples, que define o que vale mais a pena, formatar ou reparar. Numa máquina mediana, com 512mb de memória ram, a instalação do Windows XP (ou mesmo do Linux) demora em torno de meia hora, se tudo correr bem. Após a instalação do sistema operacional, leva-se mais outra meia hora pra instalar todos os aplicativos (meu pacote basicão é Office ou BrOffice, Acrobat Reader, Codecs de Divx, DvdShrik, Nero, Antivírus, Winrar e Logmein). As atualizações do sistema dependem muito, tanto do sistema que você instala quanto da versão desse sistema. Se considerarmos mais duas horas para a atualização, levando-se em conta que a banda  larga não seja lá essas coisas, teremos três horas gastas para o processo de instalação de uma máquina zerada, com antivírus e aplicativos de usuário. Adicionaremos a isso mais uma hora para fazer o backup antes de formatar (eu disse ANTES!), e mais uma hora para trazer o backup de volta e isso nos dá um total de cinco horas para preparar a máquina.

Se formos reparar uma máquina cheia de trojans, desatualizada, sem antivírus, etc. só o tempo de observação pra determinar o tamanho do problema já leva uma ou duas horas. A partir daí começa a saga para encontrar ferramentas de reparo e remoção dos vírus encontrados, faz-se a atualização do sistema operacional, remove-se o lixo, limpa-se os arquivos temporários de Internet, whiskas, sachê. Tudo isso demanda bem mais tempo do que realizar uma formatação completa e ainda por cima deixa-se o usuário com um sistema que não pode ser considerado confiável pois sua segurança já foi violada mais de uma vez e o mesmo foi mal utilizado durante um bom tempo. O que você prefere? Um carro novinho em folha ou um PT totalmente reparado pela seguradora?

Aqui vale o Teorema do matemático francês Jaquê: jaquê tá tudo uma bosta, formata logo. Inclusive porque hoje em dia, temos a facilidade de gravadores de DVD com discos que possuem mais de 4gb de espaço, pendrives de 8, 16 e aé 32gb de espaço disponível e hds externos. Ruim seria se estivéssemos na época do protocolo DPL-DPC (disquete pra lá, disquete pra cá), aí sim seria inviável.

Lembrem-se dessa fórmula:

if tf < tr then formataessaporra

tf = tempo de formatação
tr = tempo de reparo
formataessaporra = formata essa porra.

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