Dilema profissional: cagar ou não no trabalho?

Concorrência, diploma, experiência, networking. Todo mundo pensa nisso ao procurar um emprego, se jogar no mercado de trabalho e planejar uma carreira. Mas algo muito mais importante habita a alma de todo mundo quando se trata de emprego: cagar ou não no trabalho?

Cagar, excretar, defecar, carimbar a porcelana, matricular o Robinho na natação, pintar a louça, escorregar o moreno, liberar o charuto, fazer upload, enviar carta pro Lula, não importa o nome que você dê, pode ser escatológico ou meigo, o ato de soltar o barro iguala todas as pessoas. De Hitler a Jesus, da empregada da sua casa à Xuxa, todos, sem exceção, se tiverem suas faculdades intestinais funcionando a contento deverão sentar no troninho para realizar a atividade cagatória uma vez por dia.

Cada um tem o seu ritual. Uns acendem incensos, colocam músicas românticas, outros fazem de luz acesa ou apagada, alguns chegam 1h antes e ficam lendo até a vontade chegar. Não importa, se você tem 10 ou 10.000 seguidores no Twiter, você é um(a) cagão(ona) por natureza.

No ambiente de trabalho, o ato é tido como vexaminoso. Ninguém gosta de ser visto como olaria de bosta. Que atire a primeira pedra quem nunca fez isso:

– Esperou o banheiro esvaziar pra poder dar uma cagadinha;
– Alguém entrou na hora H e você deu meia volta da privada e fingiu lavar as mãos, mesmo elas já estando limpas;
– Ao já estar no ato, mesmo tendo terminado esperou o banheiro esvaziar pra poder sair da casinha;
– Fez um esforço hercúleo para o projétil fecal não fazer barulho ao cair na água;
– Usou suas técnicas de Missão Impossível para retirar papel higiênico sem fazer barulho;

Na minha modesta opinião, cagar no trabalho é um ato que deve ser evitado a qualquer custo e só é permitido nos seguintes casos:

– Se a retenção bostal estiver causando excesso de flátulos;
– Se o bolo fecal já estiver fazendo “linguinha”;
– Se sua cueca/calcinha já estiver tatuada com uma “freada de bicicleta” de tanto segurar;
– Se o banheiro estiver vazio;
– Se você estiver doente, com virose forte ou cólera, por exemplo;
– Se o almoço da empresa ou de fora com os colegas estiver estragado e a caganeira for geral;
– Se o banheiro for limpo regularmente;

Essas dicas valem também, mas com mais restrição para banheiros públicos. Ninguém sabe que qualidade de bundas passam por essas privadas públicas (meio contraditório isso) nem que carne de urubu essa turma anda comendo. Se você não quiser estragar seu futuro profissional e amoroso, dando aquela barrigada épica no banheiro, digna de um Tricerátops, segundos antes daquele(a) colega gato(a) entrar no recinto ou mesmo instantes antes do Diretor de RH aparecer pra lavar o rosto, recomendo fortemente que você regule seu reloginho intestinal pra exercer essa atividade sagrada unicamente no banheiro da sua casa.

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