Desmascarando o Google Wave

Eis que como eu disse num post anterior, o Google Wave nada mais é do que uma mistura de nada com coisa alguma. Resolvi deixar essa postagem para hoje, pois não ia ser arrogante ao ponto de dizer que a ferramenta não serviria para nada sem nem ao menos testá-la. Eis que consegui um convite e utilizei o Wave para ter as minhas impressões e poder compartilhá-las com vocês.

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A tela acima é tudo o que o Google Wave é. A interface é muito semelhante ao antigo layout do Outlook Express. Acreditem, mas é verdade. O que você encontra na lateral são as “pastas” e embaixo os contatos. Do lado direito são as “Waves”, que nada mais é do que um novo nome pra e-mail. Mais a direita, há uma janela em branco com um link “New Wave”. Eu pensava que New Wave era um gel de cabelo com purpurina que as meninas usavam nos anos 1980, mas pelo visto o Google acha que não. Tudo o que essa janela faz é o mesmo que o botão New Wave que encontra-se na sua inbox. Mais redundante impossível.

Duas coisas interessantes que eu percebi: o Google Wave não é beta. Agora é “preview”. Essa é a maior novidade da ferramenta. Outra coisa é que você pode ver o que a pessoa está escrevendo numa Wave antes mesmo de enviá-la. Guess what, Google, o ICQ já fazia isso mais de uma década atrás. Sabe a utilidade disso? NENHUMA. Na verdade quem vai adorar isso é o seu chefe. Quando você estiver enviando uma Wave para ele, ele vai ler aquele “vá tomar no cu” básico segundos antes de você se arrepender e escrever um “Parabéns, chefe!”. Too late, fella!

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A verdade é que a hype em torno do Wave é motivada por nada mais que a NECESSIDADE de convite para utilização do serviço. Se ele fosse aberto, ninguém estaria comentando tanto. O fato é que ele não é nada mais que um cliente de e-mail na nuvem. Há algumas ferramentas como fazer busca no Google (!), Flagar a wave como Sim/Não/Talvez e anexar arquivos, que não consegui fazer funcionar de jeito nenhum. Você pode editar a fonte da Wave, inserir links, enfim, a mesma porcaria que em qualquer e-mail comum.

Infelizmente não há mais o que falar, pois é isso mesmo. Não há nada além disso, por mais que se tente descobrir ou fuçar a ferramenta. Caso alguém tenha uma impressão diferente, fico feliz em ouvi-la e até publicarei aqui se for em formato de post. Fico aguardando. Aviso logo que não tenho convites, esse privilégio foi dado apenas a quem se cadastrou no início. E mesmo que tivesse eu não enviaria, não quero que meus leitores que tanto prezo percam seu precioso tempo com essa marolinha.

Pois esse é o nome que o serviço deveria ter: Google Marolinha.

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