Cuidado com o que diz no Facebook

Uma adolescente británica de 16 anos, foi demitida do seu emprego após três semanas no escritório da Ivell Marketing & Logistics, em Clacton (Essex) por publicar uma informação em seu Facebook, dizendo que o seu trabalho era “chato”.

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Kimberly Swann, de 16 anos, demitida por chamar seu trabalho de "chato" no Facebook

Após lerem o comentário, seus chefes lhe entregaram uma carta de demissão informando a jovem que ela estava demitida.

“Por conta dos comentários feitos no Facebook sobre seu trabalho e a companhia, e considerando que você não está feliz e não gosta do que faz, achamos que seria melhor acabar imediatamente com sua contratação na Ivell Marketing & Logistics”

O comentário da jovem foi de que ela de fato havia dito que o seu trabalho era chato, mas que não havia citado o nome da empresa, e classificou a atitude da empresa como “pequena”.

“Eu trabalhava num escritório administrativo. Claro que seria chato a princípio, mas eu sabia que se tornaria mais interessante com o tempo. Eu era feliz lá, apesar de eles dizerem que não.”

Janette Swann, mãe da garota, concorda com a filha e acha que foi uma decisão repugnante. Claro que o dono da empresa não concordou, e classificou a atitude como a mesma coisa que escrever uma informação como essa no quadro de avisos da empresa.

Ele esqueceu de ressaltar que o Facebook de uma jovem de 16 anos tem muito mais visibilidade do que o quadro de avisos da pequena empresa.

O que Kimberly esqueceu, foi de manter sigilo a respeito da sua vida no trabalho. A partir do momento que ela criou um perfil no Facebook e divulga informações pessoais, essas informações deixam de ser privadas e passam a se tornar públicas. A empresa não bisbilhotou o perfil no Facebook, alguns funcionários foram olhar a informação a pedido da própria Kimberly.

Isso coloca mais lenha na fogueira de uma discussão que já ocorre faz tempo. Até que ponto a empresa pode monitorar o que o funcionário faz ou deixa de fazer fora da empresa? É correto utilizar informações que estão no Orkut ou no Facebook para tomar decisões a respeito de algum funcionário?

Eu acredito que a empresa agiu corretamente. Como a própria Kimberly disse, é redundante  fazer um trabalho de auxiliar de escritório e classificá-lo como “chato”, mas é muito fácil para as pessoas descobrirem onde ela trabalha mesmo que ela tenha omitido essa informação.

Já há diversos casos e jurisprudências no Brasil citando demissões por justa causa por desrespeito a política interna da empresa ou por informações encontradas no orkut dos funcionários.

Mas a pergunta que fica é: alguém acha que a pobrezinha irá ficar desempregada por muito tempo?

Aposto que o tem gente que contrataria ela pra ser estagiária.

Fonte: G1

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