Uma menina de 2 anos e meio é a mais jovem pessoa a receber o transplante de um órgão criado através da Bioengenharia. O processo todo é coisa de ficção científica. Hannah nasceu sem a traquéia. Os cientistas desenvolveram uma traquéia em laboratório utilizando fibras plásticas e células-tronco da própria menina. Nascer sem a traquéia é uma condição extremamente rara, que resulta em morte em 99% dos casos. Felizmente, Hannah entrou para os que compõem 1% das estatísticas.

Desde que nasceu, Hannah vive no hospital e respira com o auxílio de um tubo inserido em sua boca. Outros problemas de desenvolvimento impedem que ela se alimente direito e fale. Atualmente, ela respira sozinha através de um tubo na garganta, mas a evolução é notável, pois a traquéia artificial funciona perfeitamente.
Por menores que possam parecer, os avanços das pesquisas com células-tronco são passos gigantescos para a ciência e a medicina. A cura de diversas doenças fatais pode residir no sucesso dos cientistas em desenvolver técnicas e terapias específicas utilizando essas células. Doenças como câncer e AIDS podem ser muito melhor tratadas no futuro, prolongando a vida e minimizando o sofrimento dos pacientes durante o tratamento.
Vida longa e próspera, Hannah!
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