dropbox

O DropBox, para quem não conhece, é um serviço de armazenamento de arquivos “na nuvem”. Com ele você pode salvar dados importantes, fazer backups e ter seus dados protegidos contra roubo, perda ou mesmo uma pane em sua máquina ou disco. É uma mão na roda, pois você não precisa ficar carregando equipamentos ou pendrives por aí. Onde você estiver, desde que haja conexão com a Internet, você pode acessar seus arquivos. Isso evita que você tenha várias versões do mesmo arquivo espalhadas.

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Hoje eu estava dando uma mexida no meu iPhone, passando umas músicas e resolvi dar uma olhada nos stats do aparelho só por curiosidade. Mal sabia eu na surpresa que eu ia ter ao ver que fui roubado e enganado. Eu comprei um iPhone 4S de 32Gb, mas fiquei negativamente surpreso quando nas configurações do aparelho vi que o mesmo só veio com 28B. Ou seja, fui enrolado em mais de 10% da capacidade da memória do equipamento. Se vocês não acreditam no que eu estou falando, observem por si próprios em seus aparelhos. Isso ocorre em qualquer aparelho que armazene dados, smartphones ou tablets de qualquer marca e até mesmo em computadores! Vejam a imagem que prova o crime:

Absurdo. Agora eu pergunto: pra onde foram os 4GB que me são de direito? Quem está ficando com toda essa memória que está sendo desviada de consumidores desavisados? Esse blog não vai ficar calado, observem seus aparelhos e vejam como vocês estão sendo enganados. É uma pouca vergonha que consumidores sejam enganados em plena luz do dia e ninguém faça nada. Em meu computador um HD de 1TB foi roubado em mais de 70GB de espaço. Eu bem que achei ele mais leve que o normal quando comprei. É uma p-a-l-h-a-ç-a-d-a.

Compartilhem e lutem por seus direitos, chega de enganação.

Uma reclamação constante em redes sociais, sejam lá quais forem tais redes é sobre a qualidade da mesma. Basicamente, é como você ir a um restaurante e começar a gritar que o local é uma porcaria. Porém, assim como você escolhe em que restaurante quer deixar os últimos caraminguás do seu Visa Vale, você, pasmem, também escolhe quais redes sociais deseja frequentar e mais incrível, com quais pessoas deseja se relacionar virtualmente. É assim que uma rede social funciona, o usuário tem total liberdade sobre o conteúdo que vai oferecer e sobre o conteúdo que vai consumir.

Dizer que “O face tá uma merda” é extrapolar para todo o universo do Facebook uma característica inerente apenas ao seu perfil do Facebook. Afinal de contas, o conteúdo exibido em sua timeline é oriundo das páginas que você curtiu e das pessoas que você adicionou. Se o Facebook está chato, é porque você só conhece gente chata e porque você mesmo é um chato.

As redes sociais são o puro reflexo das pessoas fora delas. Do mesmo jeito que hoje o Facebook está chato, você já foi em bares chatos, em festas chatas, na casa de um chato, já recebeu gente chata em casa e possivelmente acha o seu próprio emprego chato. As redes sociais não vieram pra consertar o comportamento humano. Pelo contrário, depois delas certas características questionáveis das pessoas ganharam não só um um incentivo, como num palco virtual, como agora estão disponíveis pra quem quiser ver e curtir. Se o seu Facebook está uma merda, é puro reflexo do seu sistema de seleção de amizades. Você só adiciona ali quem quer. Se você coleciona amigos como quem coleciona figurinhas, é de se esperar que esse tipo de coisa aconteça.

Fora da Internet, as pessoas não tem o hábito de deixar qualquer um entrar em suas casas. As portas são trancadas, você só recebe conhecidos, detesta que mexam em suas coisas, etc. Ninguém entra na sua casa sem bater, mexe em seus álbuns de fotos pra dar uma curtida ou lhe obriga a falar suas intimidades. Com redes sociais deveria ser a mesma coisa, mas as pessoas sentem uma necessidade incrível de se mostrar, aparecer, divulgar o que estão fazendo, pra onde estão indo seja lá pra quem for, contanto que a informação atinja o maior número de pessoas. E depois ainda reclamam de privacidade. Como aquele seu amigo que tá super atrasado ou atolado de trabalho e arranja tempo pra dar uma tuitada dizendo “putz, tô cheio de trabalho” ou “meu deus, estou atrasado!”.

As pessoas são sem noção, são grossas, mal-educadas, ou são gentis, reservadas e tímidas. Nas redes sociais isso não muda. Algumas de fato ficam mais soltas, outras na verdade acabam ficando mais introspectivas, mas no fundo são pessoas por trás do avatar e isso não vai mudar, a não ser que se crie uma rede social onde só entram bots. Uma rede social como o Facebook não cria um mundo novo. As redes sociais apenas digitalizaram os comportamentos, mas na essência eles ainda são os mesmos.

Portanto, reclamar da chatice do Facebook ou da falta de noção das pessoas no Twitter nada mais é do que você pensando alto sobre como sua própria vida anda meia boca. Que tal excluir todos esses desconhecidos e passar a interagir de verdade com quem você gosta, conhece e se preocupa? Sendo mais gentil, dando mais bons-dias, querendo realmente saber como as pessoas estão ao invés de meramente dar like num post dizendo “estou bem”. Que tal parar de seguir gente por educação ou por favor e dar uns unfollows de vez em quando e seguir gente nova? O unfollow é o grito de liberdade da timeline oprimida. Como você espera ter controle de sua vida se você não consegue sequer ter controle sobre algo simples como um perfil numa rede social?

Então pare de reclamar e faça um favor a você mesmo: pare de gostar de pessoas e coisas chatas e seja você mesmo um pouco menos chato.

Quem utiliza um dicionário hoje em dia, mesmo online? Quem é que tem certeza das coisas e confirma algo sem antes dar uma passadinha no Google? Pois é. Hoje em dia a dependência do Google é tão absurda que você não vai sequer digitar uma palavra mais difícil como “exceção” ou qualquer outra sem consultar a ferramenta. Pra quer ir no dicionário se é só digitar errado que ele corrige na hora? Pois bem, saiba que isso está destruindo a sua memória, como você poderá ver nesse infográfico (em inglês de fácil compreensão):

Entre os problemas principais:

- Você não precisa mais memorizar a informação, basta saber onde a informação está;

- Estamos confiando mais nas informações da Internet do que nas pessoas;

- Deixamos de memorizar coisas importantes que podem nos ajudar em situações adversas;

Fonte

Outro dia fiz uma pequena enquete no Twitter perguntando quantos dos meus 24 mil (ui!) seguidores trabalhavam com suporte. São algumas dezenas, pelo menos que responderam a pergunta, mas certamente há bem mais. Pra quem não sabe, esse blog pobre mas limpinho começou como um local para compartilhar dicas rápidas de informática que permitissem que qualquer usuário pudesse realizar tarefas simples como configurar um teclado sem precisar da ajuda de um especialista. Mudei de foco pois eu não tenho muito foco e fiquei com preguiça de ensinar as coisas, postando 1000 screenshots, etc. Hoje o blog é muito mais voltado pro público nerd.

Mas como sou um cara bonzinho, fiz a pergunta em questão pois como todo mundo sabe, trabalhar com suporte a usuários é algo que exige bolas de aço. Acredito que nem o Chuck Norris seria capaz. Em TI, Suporte a Usuários corresponde a um grupo de vegetarianos. São motivo de piada entre os outros. Normalmente a área paga os piores salários, são as pessoas que mais trabalham, aguentam usuário enchendo o saco e só servem pra tomar porrada. É por isso que eu digo: saiam dessa área quando puderem. Vou explicar.

No meu ponto de vista, poucos mercados são tão dinâmicos quanto a área de TI. São diversas profissões dentro da mesma, nascendo e morrendo em questão de alguns meses. Isso permite que quem vai trabalhar na área tenha dezenas de opções quanto ao que fazer com o seu futuro. Mas dentre todas as áreas existentes em TI, Suporte ao Usuário é a que possui (em tese, ou na cabeça de quem contrata) a menor skill média necessária para atuação. Por que isso ocorre? Bem, na humilde opinião deste blogueiro, quando a tecnologia dos computadores começou a invadir as empresas, mais ou menos uns 15 anos atrás, havia poucos profissionais na área e muita gente era contratada na base da indicação. Eu sou um autêntico micreiro dos anos 1980 e 1990, pessoas que sabiam jumpear processadores e HDs, que sabiam extrair KBs extras de memória física através de linhas de comando e montavam as próprias máquinas. Dessa forma, pouca gente tinha formação na área e os técnicos de CPD e suporte eram curiosos e autodidatas. Por mais que existam centenas de cursos de Ciências da Computação e Sistemas de Informação hoje no país, a área de suporte é aquele pedacinho da TI que as empresas só mantém por obrigação.

Muitas pequenas e médias empresas hesitam durante anos até colocarem uma pessoa fixa para tomar conta da infraestrutura e dar suporte aos usuários. E quando o fazem colocam o sobrinho, do tio, do primo, do irmão, do colega, do porteiro, do vigia que conhecia um rapaz que “mexe com computador”. Aliás, poucas coisas ofendem mais um analista de suporte do que “mexe com computador”. Dessa forma, o técnico de suporte é visto como um rapaz jovem, com pouco conhecimento técnico, sem formação superior, enrolado, etc. Porque é fato, existem MILHARES de picaretas que não entendem nada do assunto dando suporte por aí. E por isso toda a classe paga o pato.

Meu conselho para quem trampa com suporte: use isso como uma área de entrada no mercado de TI. A melhor forma de crescer e aprender ainda é a faculdade, mesclada com certificações na área técnica. Eu, 10 anos atrás dava suporte a usuários e resolvi me mexer, pois as chances de crescimento são mínimas. Tirei algumas certificações da Microsoft e busquei migrar para a área de governança de TI, me especializando em ITIL, para fazer gestão de processo e equipes de suporte. Meu pensamento foi “se não saio da área, ao menos serei chefe deles”. E consegui meu objetivo. Isso significou salários maiores, responsabilidade, a chance de mostrar meu potencial e novas oportunidades.

Se você se contenta com pouco e tem a paciência de um monge budista, continue dando suporte a usuários. Mas se você espera algo melhor pra sua vida, essa não é uma área pra fazer carreira, exceto se você estiver em grandes empresas de TI, consultorias e fazendo o trabalho de analista com grande conhecimento, como montando redes e infra Microsoft (servidores, bancos de dados, etc), servidores e firewalls em Linux, etc. Meus conselhos finais são:

- Faça faculdade, sem ela você SEQUER vai concorrer às melhores vagas na área, a exclusão é feita logo pelo curso superior;

- Tire certificações, querendo ou não elas são um indicativo ao mercado de que você é especialista em determinadas ferramentas. Entre as certificações que eu recomendo estão pelo menos MCSA, ITIL, Cobit, LPI (não sei se ainda é essa a do Linux) e CISCO (essa sim paga bem pra cacete);

- Estude MUITO sobre sua área de atuação, não seja acomodado e sempre que houver um trabalho que ninguém quer pegar, faça a tarefa bem feita e mostre serviço;

- Busque se envolver com processos gerenciais, gestão de TI e governança. A área paga muito bem e seus conhecimentos técnicos serão fundamentais;

Se quiser, deixe suas experiências e opiniões aí nos comentários que iremos trocando idéias. O texto seria muito maior, mas ficaria cansativo.

Ok, confesso que só coloquei o Vista ali na lista por pena. Com os novos recursos das placas-mãe de desktops e notebooks (não tão novos assim) é possível dar boot por um pendrive e tanto conseguir rodar um SO instalado nele quanto utilizar o pendrive para realizar instalação de SOs. Isso é bom por diversos motivos mas principalmente pela praticidade. Toda máquina tem portas USB, o pendrive é mais fácil de carregar, mais prático de usar, não arranha como CDs e DVDs, etc. Para quem precisa com frequência reinstalar máquinas ele é uma mão na roda. Siga o passo a passo abaixo e com esse tutorial você irá conseguir fazer um pendrive de boot para instalar Windows XP, Vista, 7 e até mesmo Linux tudo num único pendrive.

Para tanto, é muito simples. Você precisa apenas do ISO dos SOs que desejar e do Daemon Tools instalado na sua máquina. Baixe esse arquivo aqui, descompacte-o em qualquer lugar (vou assumir que para executar tal procedimento você saiba descompactar um arquivo) e leia o tutorial em TXT que encontra-se lá.

Todo o processo é muito simples e em poucos minutos você irá ter o seu pendrive pronto. Recomendo que utilizem as ISOs montadas no Daemon Tools pois se for fazer pela mídia irá demorar muito mais (experiência própria). Outra recomendação é utilizar um pendrive de pelo menos 8GB, mas eu usei um de 16GB pois coloquei Windows 7 32 e 64 Bits no mesmo pendrive.

Se tiverem dúvidas, leiam o tutorial direito. Se ainda assim restarem dúvidas, desista, você não nasceu pra isso.

Meses atrás, mais precisamente em fevereiro tive a idéia de registrar um domínio curioso, pensando inicialmente em fazer um blog. Na busca por um domínio engraçado ou que tivesse um trocadilho embutido (assim como o BQEG) acabei registrando o pqp.vc. Ainda não sabia o que fazer com ele. Então em 1 de março tive a idéia de fazer um encurtador de URLs pra usar naqueles links bem WTF. De certa forma foi um sucesso absoluto, muita gente aderiu imediatamente em grande parte pelo seu apelo humorístico no nome.

Nesses meses de vida, menos de 4 no total, o pqp.vc encurtou mais de 300.000 URLs e disponibilizou mais de 10 milhões de clicks. Tive a ajuda de @isenna, @negaointernauta @fjorgemota e @linkaki para desenvolver algumas features, o site, etc. Sem eles sozinho eu não teria posto o encurtador no ar.

Porém, por falta de gente, de tempo e de know-how alguns problemas surgiram, como gente floodando criando URLs vazias e gente encurtando URLs com SCAM e Trojans. Ficou difícil administrar e os problemas começaram a aparecer, prejudicando o host onde o pqp.vc estava hospedado.

Resultado: tivemos que derrubar o pqp.vc por tempo indeterminado, pois não há como nesse momento gerenciar todos esses problemas. Inclusive o host onde ele estava hospedado é de um grande amigo e eu não queria trazer problemas pra um amigo meu. Tenho apego ao amigo, não ao site.

Sendo assim, enquanto o pqp.vc não dá uma de Goku ficará fora do ar por tempo indeterminado até que eu consiga de alguma forma gerenciar os problemas que falei aí em cima. Sem contar o layout que era simples demais, até meio tosco e a falta de funcionalidades que o encurtador apresentava. Mas o que fez ele durar esses 3 meses e meio foi o apoio da galera, verdadeiros fãs do encurtador que o utilizaram e sempre pediram pra eu não tirá-l0 do ar a medida que os problemas iam surgindo. Devo tudo o que o pqp.vc representa a vocês.

A esperança é a última que morre, não é mesmo? Pode ser que o pqp.vc dê de cara com um cogumelo verde por aí ;)

Resolvi escrever esse post rápido pra quem está com problema no plugin do botão like do facebook no wordpress. O que acontece é que de forma aleatória e sem qualquer explicação, quando você clica no botão like em um determinado post automaticamente o botão dá unlike.

Por algum motivo inexplicado isso acontece de forma totalmente randômica. Em alguns posts o botão like funciona normalmente. Isso parece ser um erro não do plugin, mas sim do Facebook. Enquanto isso não é consertado há uma solução de contorno para o problema. É algo trabalhoso e chato caso você tenha muitos blogs e muitos posts com problema, pode ser até que ela nem funcione pra você mas não custa nada tentar.

1) Copie a URL do post ou página que o botão like não funciona;

2) Vá até a página de lint do facebook e cole a URL copiada;

3) Clique em lint. Isso deve resolver o problema, se você der F5 no post vai ver que os likes foram registrados, apenas não estavam aparecendo no contador. Pra tirar qualquer dúvida basta você dar like no post ou no botão que aparece no final da página lint;

Solução encontrada nesse fórum.

E foi lançado o plano nacional da banda larga (PNBL), que tem como objetivo levar acesso rápido de Internet para praticamente o país todo. Isso significa basicamente inclusão digital, como já falei aqui outro dia e é fundamental que seja feito. As pessoas PRECISAM de acesso à Internet.

Entre alguns detalhes do PNBL, ficou definido que a velocidade de conexão será de 1Mbps e as conexões via telefonia fixa terão download cap (limite, em bom português) de 300MB. O cap é de 150MB para as conexões móveis. Vamos deixar de lado o fato de que 1Mbit não é banda larga. Apenas como comparativo, eu tinha 512Kbps de conexão em 2002. Vamos desconsiderar também o preço, afinal R$35,00 por 1Mbit significa, bem, 35 reais por Mbit de conexão. Eu pago pela GVT R$79,90 por 15Mbits, o que dá R$5,32 por Mbit. Ou seja, as pessoas pobres e sem acesso à Internet pagarão 7x mais por Mbit oferecido e com uma velocidade 15x menor. Mas tudo bem, o importante nesse momento é incluir, mais ou menos o que acontece com o bolsa família.

O que me deixa INDIGNADO com o PNBL é:

- As pessoas mais pobres pagarão 7x mais do que quem tem melhores recursos;

- O governo institucionalizou a VENDA CASADA. Quem quiser contratar o acesso do PNBL da Oi, por exemplo, terá que pagar ainda R$30,00 pela assinatura do telefone fixo. Ou seja, por 1Mbit de conexão as pessoas pagarão R$65,00 sem isenção;

- Haverá download cap para conexões via telefonia fixa. Eu até compreendo a sobrecarga que isso traria no sistema de celular, por isso o cap nas conexões 3G é imbecil mas aceitável. Mas colocar download cap nas conexões via telefone fixo é um ABSURDO. Isso só favorece as operadoras, pois muita gente será cobrada pelo download excedente por desconhecimento, o que irá gerar filas nos call-centers, batalhas judiciais e descontentamento. Quem não quiser pagar a mais terá que ter sua velocidade reduzida (muito provavelmente pra 128kbps). Colocar download cap numa “banda larga” é como ter uma Ferrari e só poder dirigir na garagem. Com a colossal quantidade de recursos multimídia da Internet atual em um único dia de simples navegação o limite será atingido.

No fundo a impressão que dá é que o governo mais uma vez toma uma medida que serve como paliativo para a situação do país mas que no fundo, por interesses políticos e econômicos acaba favorecendo muito mais as empresas que os cidadãos. Apenas a título de comparação, o investimento previsto até 2014 é de R$12,8 bilhões. Na Copa e Olimpíadas somadas, o investimento estimado é de R$86,3 bilhões. Serão gastos 7x mais com dois eventos esportivos que duram 1 mês do que com um problema que atinge ao menos 40 milhões de domicílios. A Copa do Mundo no Brasil sozinha irá custar mais que as 3 últimas somadas. As Olimpíadas que serão no Rio de Janeiro irão favorecer um único estado com R$62,5 bilhões, isso pelo menos é o que dizem, mas com a experiência do Pan do Rio, que não deixou legado NENHUM para a cidade a não ser o elefante branco do Engenhão, sabemos que isso pode ser ainda mais.

Por isso eu fico feliz de ver que milhões de brasileiros pagarão caro por um serviço nojento, que só irá gerar lucro para empresas que prestam um serviço porco quando o investimento que deveria ser feito nesse projeto do PNBL e em outros projetos voltados à educação, esporte de base, saneamento e saúde pública irão pra 2 eventos que irão durar 1 mês cada um.

É gratificante morar num país que cuida tanto do seu povo e sabe lidar com prioridades.

Inclusão Digital é um termo muito simples de entender. É um processo onde a população carente passa a ter acesso as tecnologias que são produzidas, mas que por questões principalmente econômicas só chegam até as classes mais favorecidas. Não é difícil notar como ela acontece na sua vida. Observe a empregada da sua casa com uma câmera digital. Você também já deve ter percebido os porteiros do seu prédio comentando sobre vídeos do Youtube ou falando sobre algo que viram no Orkut.

Alguns anos atrás isso era inimaginável. A inclusão digital se dá por alguns motivos, mas um deles principalmente: o econômico. O Brasil melhorou MUITO nos últimos 15 anos. Antes vivíamos do que era sucata lá fora e hoje, apesar de não termos tecnologia de ponta se comparados a outros países, já ao menos não estamos tão para trás. O reflexo direto da queda dos preços dos eletrônicos, dos computadores, democratização da banda larga e da melhor distribuição de renda é: aquele povo feio que você odeia está invadindo as suas redes sociais e possuindo equipamentos eletrônicos que antes só você, nobre lorde das castas mais abastadas da Internet possuía.

Você, fidalgo de sangue azul, habitante de castelos, acostumado a possuir centenas de serviçais à sua disposição agora tem a companhia das classes C, D e até E na Internet. Isso é um absurdo, não é mesmo? Devemos lutar contra isso. Por que diabos o Governo deve permitir que pobres, feios e gente sem educação acesse o orkut, publique fotos toscas e escreva errado no Twitter? Temos que lutar contra isso. Nossa tag é a #malditainclusaodigital.

Se estiver com um pouco de tempo livre, leia sobre o Princípio Constitucional da Igualdade. É aquele que todos conhecem mas detestam praticar, principalmente aqui no Brasil. Ele rege que “Todos são iguais perante a lei”. Eu DESAFIO qualquer um a me dar um argumento que seja contra a inclusão digital. Justifique, sem enrolação, os motivos pelos quais pobres, pessoas com menor grau de instrução e educação que você deveriam ser alijados do acesso à Internet e às tecnologias da informação e eletro-eletrônicos. Me responda por quais motivos UM BRASILEIRO, CIDADÃO, COMPATRIOTA seu deve ser marginalizado e impedido de acessar o Twitter, o Facebook, de tirar fotos dos seus aniversários, de suas festas, do que diabos ele queira tirar fotos.

Se todos tem o mesmo direito de votar, de ir e vir, de consumir produtos pagando por eles, por que um bando de imbecis elitistas se acham no direito de gritar em redes sociais que a inclusão digital é uma coisa maldita? Esses são os mesmos imberbes que dao RT em tags contra o preconceito ou mandam um abraço virtual pro Japão. Esse tipo de gente deveria tatuar HIPOCRISIA na bunda. Nem me perguntem onde a letra O ficaria. Vejam esses tweets:

 

Detalhe: esses tweets todos foram menos de 6h atrás, tinha MUITOS outros que nem coloquei. É PATÉTICO ver pessoas com acesso a recursos querendo privar outras pessoas de ter o mesmo acesso. Esses deveriam ser considerados criminosos. O que esses protozoários tem de melhor do que qualquer outra pessoa? Olhem os erros de português, as fotos RIDÍCULAS e tudo o mais que eles criticam. Vocês viram aí em cima algum exemplo de elegância, garbo, classe, educação, fidalguia ou qualquer outro adjetivo que na cabeça dessa gente os qualificaria a gastarem seu dinheiro e usufruírem do que é livre para todos da forma como desejarem? É muito fácil ser contra a inclusão digital sentadinho na sua cama com um laptop no colo e banda larga paga pelo seu papai à disposição.

Aprendam de uma vez por todas: vocês não tem o menor direito de manter NINGUÉM em um cativeiro intelectual. Vocês não são donos DE NADA. No dia que a Internet virar um condomínio fechado, você passa uma tranca no seu pedacinho e se isola lá dentro. Faça essa gentileza, pois o mundo não precisa de gente como você. A única diferença de um pobre mal-educado para um rico é a resolução da câmera.

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