Recentemente, o BQEG falou de um tipo em extinção: o brucutu do cinema de ação. Muito merecida a lembrança, e fez lembrar também uma sub-espécie dessa espécie que também merece ser celebrada: o brucutu do cinema B-, que povoou as tardes de domingo de muito nerd, fosse com fita alugada, em atrações como Band Aventura, que exibia filmes de ação baseados normalmente em artes marciais, sempre preenchendo nossas necessidades de pancadaria relâmpago rodeada por uma historinha chinfrin. Lembramos aqui algumas dessas figuraças:

Billy Blanks: a primeiríssima figura a lembrar ao se falar de cinema de ação B-, Billy Blanks é como diria a Marrom, um negão de tirar o chapéu. O cara é grande, forte, tem cara de mau e ainda consegue ficar mais medonho com essas caretas absurdas. Tem em seu currículo pérolas como Garras de Águia (parodiada pela turma de Hermes e Renato no telaclass com o Garras de Baitola), Showdown e O Rei dos Kickboxers! Ah, importante mencionar que ele é o cara que fundou toda a mania de aerolutas, ao desenvolver o Tae Bo e vender suas fitas instrutivas aqui no Brasil, ainda no tempo do 1406!

 

Richard Norton: o cara já começa bem, com sobrenome de anti-vírus! Norton é típico dos anos 80, variando bastante e com sucesso entre a figura de herói e de vilão, contanto que a porrada coma solta. A formação atlética, aliada a uma cara meio de cowboy fazem a fórmula de sucesso de sua figura. Já contracenou com figuras como Jackie Chan e Chuck Norris (de tão carismático, mestre Norris deixou ele viver pra ver os netos nascerem). No seu currículo, filmes que retratam a honra das artes marciais misturadas com guerrilha na mata e/ou combate a tráfico internacional de drogas. O que mais merece menção, só pelo título, é o Gymkata – o jogo da morte, que promete um filme muito bom, ou terrível.

 

Gary Daniels: Outro clássico do cinema B-, já tendo participado de filmes junto com Richard Norton. Combina uma aparência de halterofilista, ou super-herói com a flexibilidade e agilidade necessárias para o cinema de pancadaria. Já fez vilões bem legais, normalmente aqueles capangas mais fortes que se enfrenta antes de chegar ao chefão da história, também tem pelo menos um herói memorável, Kenshiro, de O Guerreiro da Estrela Polar. Também já explorou uma veia cômica ao contracenar numa luta com Jackie Chan, em City Hunter. Recentemente trabalhou na adaptação de Tekken e em Os Mercenários.

Cynthia Rothrock: é verdade, um dos caras mais maus do cinema de ação B- é, na verdade, uma mulher. Nos anos 80, Cynthia e seus chutes na direção da estratosfera ganharam a atenção dos marmanjos no mundo todo. No meio esportivo, já foi campeã e musa de campeonatos de artes marciais. Conhecida por filmes que normalmente desembocavam no 2 e 3, principalmente pela Trilogia Garras de Tigre.

 

Michael Dudikoff: Não se engane com o fato de ele se parecer com o Michel Teló. Dudikoff é talvez um dos porradores mais patrióticos que os EUA já viram. Conseguiu lançar o conceito de American Ninja (podia até ter o American Ninja express card, o cartão que paga até estourado), salvou protótipos de aviões revolucionários de cairem na mão dos malvados comunistas comedores de criancinha, invadiu o Iraque só pra tirar os coleguinhas que foram aprisionados. E fazia tudo sem mudar de expressão! O cara é o espírito americano. Se brincar, ganha até de Braddock (por favor, que o Mestre Chuck Norris não leia esta blasfêmia). Mais conhecido pela série American Ninja.

Tudo bem que o post pretendia falar sobre figurões malvados do cinema couro duro. Mas a verdade é que não tinha nada melhor para encerrá-lo do que isto: