Browser Wars – IE respira com ajuda de aparelhos

Por mais triste que pareça, o enterro do IE6 parece ter sido tão verdadeiro quanto o do Michael Jackson (ou você acha que ele morreu mesmo? Ele se mudou pro Brasil e tá trabalhando na fábrica da Garoto). O fato é: nem tão cedo o IE6 será erradicado definitivamente, chegando a um ponto onde o número de acesso através dele seja insignificante.

Dando uma passada rápida pelas estatísticas do BQEG sobre isso, fiquei bastante satisfeito com o que encontrei. Por aqui, quem manda é o Firefox, e o Google Chrome, que até um tempo atrás estava bem atrás em 3° lugar já é o Rubinho:

Porém, é preciso analisar os números com calma. Diversas pesquisas que eu já fiz mostram que o perfil do leitor deste blog encaixa-se numa categoria acima do usuário comum. São pessoas que passam bastante tempo on-line, em geral sabem como defender-se de ameaças na Internet e possuem bons conhecimentos em tecnologia. Os números ótimos dessa estatística não refletem a realidade do mercado global. E isso pode ser refletido pelo segundo gráfico, o de sistemas operacionais:

93% dos acessos são oriundos de usuários de Windows. ESSE número sim, reflete a realidade mundial. Mais importante ainda é o número de máquinas com MacOS superar o de máquinas com Linux. Ou os leitores do BQEG são abastados, ou o Linux como desktop continua sendo uma eterna promessa. Outro dado preocupante é que 58% dos acessos via Windows são pelo Windows XP, o que numa escala globalizada mostra como o alcance do Internet Explorer 6 ainda é alto, sabe por quê?

  • É o browser padrão do Windows XP;
  • Usuários não tem a menor preocupação em atualizar a máquina;
  • Ainda há muito hardware obsoleto operando no mercado;
  • Máquinas novas são formatadas e vem com Windows XP instalado;
  • Muitos Netbooks vem de fábrica com Windows XP;
  • “Técnicos” de informática não possuem bons hábitos com relação a segurança e updates;
  • A grande maioria dos Windows rodando no mercado são pirata, o que normalmente impede que as atualizações mais recentes sejam aplicadas;

O número de acessos via Internet Explorer 6 ainda é alto o suficiente para causar transtornos e até mesmo prejuízos. E pelo contexto exibido, me parece que vai demorar bastante até que ele seja mesmo erradicado da rede. Resta saber do que o IE9 vai ser capaz, para retomar a enorme parcela do marketshare que foi perdida para a Mozilla (que anda patinando com o Firefox) e para o Google Chrome, que me parece irá estar em primeiro lugar no máximo em dois anos.

Veja também

<>

Comentários

Topo