Anti-Vírus: ter ou não ter? – Parte 1

Sempre há muita polêmica em torno dos programas anti-vírus quando o assunto é computador. Diversas teorias da conspiração surgem e no final das contas todo mundo reclama que os anti-vírus não funcionam, mas a maior parte das pessoas que reclamam da má qualidade dos anti-vírus são as mesmas que não usam, não configuram apropriadamente ou sempre esquecem de atualizá-lo para manter-se protegido.

Muitas pessoas me perguntam quem são os criadores dos vírus de computador. Na minha opinião, são pessoas como quaisquer outras, que apenas detém o conhecimento a respeito de alguma coisa e a utilizam para o mal. Da mesma forma que se clona um cartão de crédito, se rouba uma bolsa, se desvia dinheiro ou sonega impostos.

Vírus de computador não são recentes. Desde a época do MS-DOS já existiam vírus de computador que passavam de pc em pc via disquetes. Apenas a linguagem utilizada, os efeitos causados e a forma de propagação era diferente, mas o intuito era o mesmo. Causar prejuízo. A diferença é que nos primórdios, o objetivo do ataque era em uma máquina específica, não havia redes de computadores gigantes como existem hoje e o prejuízo era muito mais localizado, derrubando um servidor ou outro na pior das hipóteses, e hoje, com a Internet, o objetivo é atingir o maior número possível de computadores e os ataques visam não uma máquina específica, mas um serviço. Os vírus buscam tornar indisponíveis serviços essenciais as empresas e ao governo, como e-mail, internet, etc ou roubar informações importantes dos usuários, como senhas de banco e números de cartões de crédito

Por outro lado, a presença desses softwares nocivos tem até a sua importância, pois como tudo tem o seu lado positivo, a disseminação de vírus, assim como a seleção natural, ensina os desenvolvedores do jeito mais difícil quais são as falhas do seu sistema e mostram muitas formas de melhorá-lo. É como se fosse uma engenharia reversa, os vírus chegam, causam prejuio mas no final temos sistemas melhores e mais robustos.

Assim como se desenvolvem as tecnologias, máquinas e linguagens, os vírus também evoluem e muito rapidamente. Antes meros executáveis de ações específicas, hoje são códigos maliciosos extremamente complexos que realizam uma série de tarefas, como se auto replicar através da rede, esconder-se por trás do sistema, criar diversas formas de propagação, copiar lista de contatos, se auto-enviar por e-mail, etc.

O resumo da história é: os vírus estão espalhados pela Internet, e não são poucos, são milhões. E a probabilidade de você pegar algum deles em algum momento de sua vida na Internet é de praticamente 100%. Portanto, ter cuidado extremo com os sites que visita, os programas que executa no seu computador e com a fonte dos arquivos que você recebe é fundamental. Principalmente os anexos que chegam via e-mail, e aquelas mensagens estranhas de gente que você nunca ouviu falar mas que dizem que você foi o vencedor de algum concurso e vai ganhar um laptop grátis.

Sempre desconfie, seja crítico, confirme o remetente da mensagem, verifique se há mais de uma fonte para baixar determinado programa, procure fazer downloads através de sites confiáveis, de preferência associados a grandes portais de informação. Os softwares anti-vírus não são muito eficientes, de fato, mas ainda assim são extremamente importantes e necessários no seu dia-a-dia.

Na parte 2 desse artigo falaremos sobre os tipos de vírus e sobre alguns softwares anti-vírus disponíveis no mercado.

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