Análise da Copa – Quais as chances de cada país que já foi campeão?

Com o intuito de diversificar um pouco os temas aqui do blog, e claro, sabendo que geeks também curtem futebol resolvi fazer uma análise prática, objetiva, coesa e livre de firulas sobre as chances das principais seleções nessa Copa. É óbvio que são palpites e como qualquer palpiteiro eu posso falhar miseravelmente. Mas mesmo assim, seguem as minhas impressões até o momento:

1) França: time patético, sem uma estrela de destaque, com exceção ao Ribéry. Além de jogadores envelhecidos (Anelka, Henry, etc.), o time classificou-se de forma irregular e teve desempenho pífio nos amistosos pré-copa, perdendo inclusive para a China. Se não for desclassificada na primeira fase, não deve ir muito longe;

2) Uruguai: nem sombra de quem já foi bi-campeão mundial e olímpico. Depende exclusivamente de Lugano na zaga e Forlan no ataque. Não tem conjunto, é mais entrega e coração do que futebol, e só isso não resolve (normalmente). Vive da camisa e não tem chances de passar das oitavas, isso se chegar lá;

3) Argentina: Maradona não é técnico. O desempenho como treinador de uma das maiores forças do futebol mundial foi sustentado apenas pelo talento dos jogadores. O time não possui esquema tático mas pode ir muito longe, pois conta com diversas estrelas. Talvez nunca tenha tido um ataque tão poderoso. Mas só ataque não ganha copa, do meio para trás o time é uma piada, de mau gosto. Tudo vai depender de como o time vai administrar o desgaste físico de Messi, que não deve apresentar o que sabe fazer por conta do esgotamento físico e mental. Passou aperto contra a fraca Nigéria, tem que se cuidar;

4) Inglaterra: Podia muito bem ter perdido para os EUA. Também conta com diversos craques, como Lampard e Gerrard, mas depende exclusivamente da habilidade de Rooney, único atacante decente do time. Perdeu muito em criatividade e jogadas aéreas com a contusão de Beckham. Pegou um grupo muito fraco, mas tem que ter cuidado com a retranca da Eslovênia. Deve chegar ao menos nas quartas, dependendo da chave;

5) Alemanha: a maior surpresa até o momento, jogou leve, rápida e conta com bons atacantes, principalmente Podolski e Klose (que não é mais o mesmo, mas ainda é perigoso). Por mais burocrática que seja, sempre chega nas cabeças pela sua eficiência e competência tática. O time hoje é mais habilidoso, amadureceu em relação a 2006 e não seria estranho vê-la na final;

6) Itália: também teve péssimo desempenho nos amistosos pré-copa, mas chega como em 2006, desacreditada e com o time sem entrosamento. E é aí que mora o perigo, pois a retranca italiana e jogo baseado em contra-ataques já mostrou-se eficiente em outras Copas. Possui muitos jogadores de alto nível, se conseguirem apresentar o que sabem tem muitas  chances de conquistar o penta e igualar o Brasil;

7) Brasil: tem o melhor conjunto. Seu único grande craque jogou muito pouco esse ano e carrega o peso de uma péssima copa em 2006. Não podemos esperar de Kaká o mesmo futebol apresentado no Milan. Mas o time é uma verdadeira muralha na defesa, possui hoje uma garra e aplicação tática que não tinha anteriormente, é muito forte no contra-ataque e tem na bola aérea uma nova arma. Bateu diversas grandes seleções e levou a Copa América e Copa das Confederações. Chega como sempre como favorita e pelo perfil atual das seleções e estado dos jogadores, é bem provável que vá muito longe;

Em resumo, por ordem de favoritismo: Brasil, Alemanha, Itália, Argentina, Inglaterra, França e Uruguai. Falando um pouco sobre a Espanha: é um time mediano. Possui de fato alguns talentos individuais, levou a Eurocopa até com certa facilidade, mas ainda carece de banco de reservas e experiência em reta final de Copa do Mundo. Pode sim ir longe, mas continua sendo uma icógnita. Portugal depende dos lampejos de seus atacantes e de como Cristiano Ronaldo se comprometerá com a competição. Ele é candidato a artilharia da Copa e pode sozinho levar Portugal pelo menos até as quartas.

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