Ambiente de trabalho: como justificar um PC melhor

Talvez a maior reclamação dos usuários que trabalham em empresas onde a utilização de um desktop ou notebook se faz necessária (praticamente todas) para executar bem as tarefas demandadas seja a respeito da qualidade do equipamento usado.

Uma coisa difícil de mensurar e mais difícil ainda de explicar aos usuários é o “Custo Usuário”. Colocar um usuário (im)produtivo sentado confortavelmente numa mesa trabalhando é caro pra caramba. Mais ainda no Brasil com a pesada carga tributária.

Sem considerar sequer a infraestrutura predial, como sala, ar condicionado, mesa, cadeira, etc. o custo usuário pode ser calculado a grosso modo englobando apenas hardware e sistemas necessários ao trabalho do dia a dia da seguinte forma:

– Desktop ou Notebook: R$1.500,00
– Licença do Windows: R$500,00
– Licença do Microsoft Office: R$1.000,00

Total: R$3.000,00

Ou seja, só pra deixar tudo prontinho pro usuário passar o dia no MSN jogando paciência, gasta-se R$3.000,00. Agora multipliquem isso pela quantidade de funcionários da empresa. Já sentiram o tamanho da conta? Claro que muitos vão alegar que poderia ser utilizado Linux e BROffice. Mas quem tem experiência na área sabe que pouquíssimas empresas se arriscam a depender de Linux nas estações de trabalho e existem muitas tarefas avançadas realizadas pelo Microsoft Office (principalmente no Excel) que o BROffice simplesmente não consegue executar.

Além de tudo isso, estamos excluindo licenças de outros sistemas como ERPs, Licenças de acesso ao domínio, correio eletrônico, impressoras, papel, tinta/tonner, etc.

Por isso muitos usuários às vezes não conseguem entender porque alguns empresários se recusam a adquirir um computador melhor ou fazer upgrades na infraestrutura. Não é por não quererem, é simplesmente por ser caríssimo. É claro que se fosse possível todas as empresas teriam a melhor infraestrutura possível para que os funcionários trabalhassem no ambiente ideal para produzir ao máximo. Mas a realidade do Brasil é diferente dessa.

Sabendo que o lado do usuário também deve ser observado, pois já vi diversos casos onde este sequer conseguia executar atividades básicas como ler o e-mail, dada a péssima qualidade da máquina que utilizava, vou citar algumas dicas que podem convencer o seu chefe a lhe agraciar com um upgrade no trabalho:

– Seja produtivo: dificilmente um computador novo ou um notebook será fornecido a um funcionário descansado. A não ser que você seja filho/comida/peixe do chefe, você terá que se contentar com lixo digital. E será cobrado da mesma forma pelo seu trabalho. E não adianta confundir produtividade com aceitar prazos inexequíveis ou prometer o que não pode cumprir. É importante ter bom senso nesse momento;

– Seja fundamental: talvez o principal argumento para necessitar de um equipamento bom no trabalho é realizar uma atividade chave. Já pensou o cara da folha de pagamento com um computador ruim? Ia atrasar o salário de todo mundo. É óbvio que por conta disso não é pra todo mundo mudar de área e ir trabalhar no DP. Você pode se transformar num funcionário chave no seu próprio setor;

– Tenha uma necessidade real: não tem coisa que irrita mais o pessoal da TI do que usuário que adora um equipamento novo. Muitas vezes o hardware é o mesmo, às vezes até  inferior ao que ele tem atualmente, mas como é novinho a ganância fala mais alto. Se você recebeu um equipamento faz pouco tempo (3 meses ou menos) e já está querendo outro, você será visto como chato pela TI e como egoísta pelos colegas, além de em certos casos pagará mico por querer uma máquina pior do que a atual;

Viram como é fácil? :-)

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