A miserável falha das operadoras de celular

Ter um celular no Brasil é tido como algo fácil. Na verdade até é. Se você quer um celular pré-pago, basta ir numa loja qualquer, pagar e sair falando. A privatização das telefonias fixa e móvel foi um divisor de águas nas telecomunicações por aqui. Mas para quem é cliente pós-pago, que normalmente paga caro por um serviço ruim, o buraco é mais embaixo.

É incrível a incapacidade das operadoras de fidelizarem o cliente. Em primeiro lugar, por competirem entre si pra ver quem tem o pior serviço e pior atendimento. É uma guerra de incompetência onde quem falhar mais, vence. Em segundo lugar, por sua total e completa incapacidade de MANTER o cliente na base.

Tudo o que as operadoras querem é ROUBAR o cliente das outras. Mas os contratos de fidelização funcionam como carta de posse. Os usuários são tratados como escravos e se tentarem fugir do senhor feudal telefônico, serão punidos com multas e em alguns casos sequer conseguem ser clientes da operadora de novo no futuro. Quem deve ser fiel é a operadora, a você, usuário que paga um montão de dinheiro por parcos minutos de ligação, 3G ruim e promoções enganosas.

O setor de marketing e de negócios das operadoras devem mudar urgentemente o seu conceito de fidelização. De nada adianta roubar o cliente da concorrente se após um ano e fim dos benefícios, o cliente quiser ir embora e mudar de operadora de novo. As promoções para quem faz portabilidade e migração de operadora são enormes. Mas para quem já saiu do período de carência e deseja alguma bonificação para troca de aparelho, por exemplo, somente restam as bananas.

Por isso eu sou à favor da promiscuidade móvel. Sua operadora está ruim, te deixando insatisfeito? Mude de operadora. Bem ou mal nenhuma funciona direito. A ‘qualidade’ de cada uma delas varia muito de cidade pra cidade. Não existe a melhor, ou a pior, isso varia de acordo com a experiência de cada um. Mas não hesite em se mandar da que está te tirando do sério. A concorrência irá te oferecer o céu pra abandonar a sua atual prestadora. E se um ano depois, você estiver insatisfeito, faça a casa da mãe joana e migre novamente. Até que um dia as empresas percebam que é mais barato manter o cliente atual do que tentar roubar os clientes das adversárias.

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